Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Clarice Lispector


"O melhor está nas entrelinhas", escreveu Clarice

Escritora ucraniana, naturalizada brasileira 10/12/1920, Tchetchelnik, Ucrânia
09/12/1977, Rio de Janeiro, Brasil

Quando surgiu com o livro Perto do Coração Selvagem — seu primeiro romance, pelo qual recebeu o Prêmio Graça Aranha —, Clarice Lispector foi comparada a escritores como James Joyce e Virginia Woolf, os quais ela ainda não havia lido. Tinha 17 anos e revolucionava a literatura brasileira da época com um estilo narrativo próprio, usando muitas aliterações, metáforas e o monólogo interior, próprio de um tipo de literatura introspectivo e intimista. "Uma vida completa pode acabar numa identificação tão absoluta com o não-eu que não haverá mais um eu para morrer", escreveu na epígrafe de A paixão segundo G. H. A escritora, que se considerava interiormente brasileira, afirmou que com a língua brasileira expressou as palavras de amor e seus pensamentos mais íntimos. Sua prosa tem muitas características poéticas e forte relação com a análise do inconsciente.

Natural de Tchetchelnik, na Ucrânia, chegou ao Brasil aos 2 meses, onde a família, de origem judia, fixou-se em Recife (PE) e depois no Rio de Janeiro (1937), cidade em que Clarice foi professora particular de português e posteriormente redatora da Agência Nacional, onde se aproximou de muitos jornalistas e escritores influentes da época. Com 23 anos, casou-se com Maury Gurgel Valente, que depois se tornaria diplomata — o que fez o casal viver muitos anos fora do Brasil —, com quem ficou casada por 15 anos e teve 2 filhos. 

Durante a infância, leu contos infantis que, segundo ela, soltavam-lhe a imaginação. Um de seus livros sagrados era Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Adolescente, impressionou-se ao ler José de Alencar, Eça de Queirós, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Mário de Andrade, Rachel de Queiroz, Julien Green, Herman Hesse, Dostoievski e Katherine Mansfield.

Além de ser uma das maiores romancistas e cronistas da literatura brasileira, com reconhecimento internacional e muito prêmios de reconhecimento, Clarice também foi uma ativa cronista e jornalista, tendo sido colunista durante vários anos; trabalhou para publicações como os jornais Correio da ManhãDiário da NoiteO ComícioJornal do Brasil, e para as revistas Manchete Fatos & Fotos (nesta como entrevistadora), entre outras.

Confira as principais obras da escritora:

Romance

Perto do coração selvagem (1944), O lustre (1946), A cidade sitiada (1949), A maçã no escuro (1961), A paixão segundo G. H. (1964), Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres(1969), Água viva (1973) e A hora da estrela (1977).

Conto

Alguns contos (1952), Laços de família (1960), A legião estrangeira (1964), Felicidade clandestina (1971), A imitação da rosa (1973), A via crucis do corpo (1974) e Onde estivestes de noite (1974).

Literatura infantil

O mistério do coelho pensante (1967), A mulher que matou os peixes (1968), A vida íntima de Laura (1974) e Quase de verdade (1978).

Crônicas e entrevistas

Visão do esplendor (1975) e De corpo inteiro (1975).

Obras póstumas

Para não esquecer — crônica (1978); Um sopro de vida (pulsações) — romance (1978); A bela e a fera (1979) 
 reunião de contos inéditos escritos em épocas diferentes; A descoberta do mundo (1984)  seleção de crônicas publicadas em jornal entre agosto de 1967 e dezembro de 1973; Como nasceram as estrelas (1987)  contos infantis;  Cartas perto do coração (2001)  cartas trocadas com Fernando Sabino; Correspondências(2002); Aprendendo a viver (2004)  seleção de crônicas publicadas em jornal entre agosto de 1967 e dezembro de 1973; Outros escritos (2005)  reunião de textos de natureza diversa; Correio feminino (2006)  reunião de textos publicados em suplementos femininos de jornais, nas décadas de 1950 e 1960; Entrevistas (2007) seleção de entrevistas realizadas nas décadas de 1960 e 1970; Minhas queridas (2007) correspondências; Só para mulheres (2008)  reunião de textos publicados em suplementos femininos de jornais, nas décadas de 1950 e 1960. 

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