Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Laboratoriando...

Olá, amig@s! Conheçam um lugar para aprender, apreender e empreender... Melhores condições, inovações e amanhãs! Estar nas "Mídias" é o que há!
Sabemos que faltam muitos recursos, mas estão presentes o que há de mais importante para que tudo dê certo: pessoas comprometidas e que fazem acontecer!


domingo, 25 de setembro de 2011

Em resposta a um comentário

Passar por quaisquer transtornos é algo que abala qualquer mortal. Somos mortais...
Por sermos mortais estamos sempre diante de desafios, aparentemente intransponíveis. Quem não passa por situações inusitadas e não esperadas? Terríveis situações que abalam as estruturas, inclusive cognitivas, visto que as neuronais ficam em bagaços... Por que escrevo isso? Porque já passei/passamos por etapas complicadas na vida. Uns mais, outros menos. Mas, há situações difíceis, sim.
Creio que, para quem deseja superar as próprias limitações, é necessário uma (re)descoberta daquilo que nos faz bem, o que faz a cada um(a) ser mais feliz. Se a questão passa por leituras, peguemos alguns dos livros que mais amamos ler em nossa meninice, adolescência, sei lá... Será que há quem nunca gostou de alguma história, mesmo que não a tenha lido num livro, mas que, ao menos alguém tenha lhe contado?
Feita essa busca nas lembranças, que tal "ler" realmente essa história? Ao lê-la, procure entender o que na história atrai a atenção e anote; faça registros de passagens, como quem faz um diário. Após ter essas anotações, verifique o que mais é recorrente, o que se destaca no que foi anotado. Que assunto é esse? O que há de estudos sobre esse assunto? Quando se encontra algo que gosta, fica mais fácil buscar, construir um referencial teórico para aprofundar o assunto e respaldar o que se pretende investigar com mais foco.
Entretanto, coloco aqui algumas de minhas referências teóricas... Quem sabe possa contribuir de alguma forma, no sentido de ajudar alguém a encontrar um caminho? Um forte abraço e tudo de bom e de Bem!



ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A Bela ou a Fera: os corpos entre a identidade da anomalia e a anomalia da identidade. In: Rago, Margareth; VEIGA-NETO, Alfredo (Orgs.). Para uma vida não-fascista. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009. p. 95-115. 432p

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BARTHES, O rumor da língua. Tradução Márcio Laranjeira. São Paulo: Brasiliense, 1988.

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Para quem gosta de música de qualidade

Um blog com qualidade musical.
Visitem e "tentem" (TRY).

As Long As It Lasts.

http://aslongsasitlasts.blogspot.com/

Segundo um amigo, quem produz é gente amiga e sabe das coisas;
vem de uma boa safra de músicos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Santa Teresinha do Menino Jesus


01º de outubro - Festa de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face



E agora...


Chegou ao fim de sua vida. Tentou contar minuciosamente seus 24 anos de existência: uma história simples, demasiadamente simples para os intelectuais. Os teólogos, no início, quando apareceu a História de uma alma,não gostaram muito. Aliás, houve pessoas que proibiram sua leitura aos jovens seminaristas. Achavam que era uma espiritualidade adocicada, própria para mulheres e crianças, que nada tinha a ensinar.
No dia seguinte a sua morte, sexta-feira, 30 de setembro de 1987, ficou exposta no coro do mosteiro. A irmã Genoveva, fotógrafa oficial do Carmelo, não resistiu à tentação de tirar pala última vez uma foto. Desta vez foi fácil, não precisou nem mandar sorrir nem, tomar posições difíceis. Morto não se queixa.
Assim passaram diante do seu corpo, que permaneceu flexível, com um belo sorriso nos lábios, sacerdotes, fiéis, seminaristas. Tocavam-lhe como bênção e rezavam. Ela, já no Céu, rezava por todos e enxugava-lhes as lágrimas.
O enterro foi marcado para segunda-feira, 4 de outubro, às nove horas da manhã.
A cerimônia foi simples poucas pessoas acompanharam-lhe
Sobre sua tumba foi colocada uma pequena cruz com esta inscrição: “Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face”.
Sua irmã, Paulina, também carmelita, publicou em 1898 os escritos de Santa Teresinha, intitulados "História de uma alma". No dia 17 de maio de 1925, Teresinha foi canonizada pelo Papa Pio XI. O mesmo Papa a declara Patrona Universal das Missões Católicas em 1927. O Papa João Paulo II a declara Doutora da Igreja em 1997.


Os pais de Santa Teresa do Menino Jesus, Beatos Luis e Zélia Martin:

“O bom Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do céu que da terra”.































Essa matéria encontra-se, originalmente em:  http://pastoralvocacionalcarmelitana.blogspot.com/2009/10/01-de-outurbo-festa-de-santa-teresinha.html


A pequenina Teresa Martin



























Teresa aos 8 anos, em 1881




Teresa aos 15 anos, idade em que se pôs a
enfrentar decididamente os obstáculos que se
opunham à sua vocação para o Carmelo.






Teresa Noviça, em 1889





Na lavagem das roupas.
Teresa está ajoelhada em primeiro plano,
no centro, usando um véu preto




Teresa em 1897, já enfraquecida
pela luta contra a doença, tendo nas mãos
umas estampas do menino Jesus
e da Sagrada Face




Teresa no leito, sob as arcadas do
Claustro do Carmelo de Lisieux,
cerca de um mês antes de falecer




Fotografia tirada momentos depois da morte
de Teresa, em 1º de outubro de 1897.
Segundo a irmã Geneviève, a fotografia
“reproduz fielmente o sorriso celeste
de nossa irmã"




Estátua e Basílica de Santa Teresinha,
em Lisieux, França





Pintura feita por Celina Martin, sua irmã





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O que entra na escola deve ser avaliado

* Sempre um aprendizado novo ler Roxane Rojo, mesmo que tenha passado algum tempo... Há, na fala da Professora Roxane, algo que sempre soa como "previsão", como "alerta"... Falta boa vontade de quem de direito deveria entender. Mas, sabe qual é o problema? Geralmente quem ocupa altos escalões não entende nada de Educação. Ou se entende, finge não perceber certas coisas...


Para melhor leitura o texto pode ser encontrado em:


http://revistaescolapublica.uol.com.br/materia.asp?edicao=8&id_materia=35

Linguista e especialista em avaliação defende que MEC avalie e entenda o porquê da demanda de municípios por material apostilado
Rubem Barros
Gustavo Morita




"Demorou." Com essa introdução alinhada ao universo linguístico dos jovens, a professora Roxane Rojo, diretora do Instituto de Estudos 
da Linguagem e professora de Linguística
Aplicada da Universidade Estadual de 
Campinas (Unicamp), começou sua 
resposta sobre a pertinência de se avaliar 
os materiais apostilados, ou estruturados, 
como são chamados os materiais feitos 
por entidades privadas e vendidos a 
diversas redes públicas de ensino.

Partindo do pressuposto de que esses 
materiais já estão, de fato, nas escolas, 
e que o contribuinte paga por eles, 
a especialista em gêneros discursivos e 
avaliação de livros didáticos defende 
que eles, assim como todos os fatores
 que concorrem para a qualidade da educação, sejam objeto de análise por
 parte do Ministério da Educação. E que os municípios possam decidir qual material
 utilizar. 

Leia, a seguir, a entrevista concedida ao editor Rubem Barros pela ex-consultora
do MEC em avaliação de livros didáticos de língua portuguesa.

Começam a surgir demandas para se avaliar os materiais apostilados ou estruturados, editados pelos sistemas privados de educação. Qual sua opinião a respeito? 

Demorou. O Ministério da Educação faz avaliação muito em caráter de controle de qualidade de produto mercadológico que ele compra e distribui, e menos no caráter de sua vocação, que é supervisionar, induzir as questões pedagógica, didática, educacional no Brasil. Nesse sentido, acho que deveria responsabilizar--se por avaliar - não sei se no sentido restritivo, como é feito com os livros, na medida em que não compra e distribui os apostilados- mas deveria supervisionar e levar em conta tudo aquilo que entra na escola: professor, aluno, livro, material etc.

Não caberia o caráter seletivo? 

O problema dos apostilados é que quem compra e distribui são as prefeituras - e aí há um problema de política pública bem grave, que deveria levar a uma discussão aprofundada. Por outro lado, o governo do Estado de São Paulo, na gestão da ex-secretária Maria Helena Guimarães de Castro [que deixou o cargo no final de março], também distribuiu material próprio, primeiro por meio de um jornalzinho e depois pelos cadernos do aluno e do professor. E o Ministério distribui o livro. Então, são três gastos públicos com a mesma finalidade, saídos do nosso imposto de renda. Segundo lugar, uma coisa é avaliada e as outras, não. Pode-se dizer que o material das secretarias é avaliado por elas próprias, mas vimos o que aconteceu agora com os dois Paraguai e nenhum Uruguai [erro constatado no material impresso pelo governo paulista]. Então, está virando terra de ninguém. Estão começando agora a falar em avaliar, mas já deveriam ter acabado de analisar.

Faz sentido para você que as redes escolham a que ter acesso (livros, apostilados etc.) e o MEC banque o acesso de acordo com essa escolha?

Sim. O discurso que cercou a distribuição dos cadernos do professor, do aluno e do jornalzinho é que não era um material que concorria com o livro didático, era suplementar. Mas com a quantidade de aulas que o professor tem, com o tempo de aula que o menino tem, não dá para seguir um programa próprio baseado no didático e ao mesmo tempo dar tudo que está no caderno para fazer a provinha dali a dois meses. Os sistemas [públicos] tinham de receber o dinheiro do Ministério e escolher o que receber. Mas não acho que basta avaliar. Tem de se discutir política pública: por que os municípios estão apresentando demanda de material apostilado desse tipo. Os materiais são diferentes entre si, tenho algumas pesquisas analisando apostilados por causa desse motivo [a disparidade]. Há alguns muito interessantes, que os alunos chamam de "dificísculos", em vez de fascículos, porque puxam para cima, e outros que se adaptam ao padrão tradicional de ensino, trazem duas coisinhas de gramática, textos pequenininhos. Então, é preciso avaliar e saber o porquê da demanda. Acho que é um dado solidário ao fato de que os professores, pelo menos na minha área (língua portuguesa), escolhem os livros que o MEC recomenda com ressalvas.

A que se deve esse fato? 

Fizemos uma pesquisa em 2000, 2001, com amostragem nacional, perguntando por quê. A constatação é que há um descompasso grande entre a avaliação do Ministério - que é de base pedagógica, mas sobretudo acadêmica - e a demanda do professor. Vários elementos incidem aí, como a formação docente (o uso e a escolha do material não são objetos de formação). Eles, por sua vez, dizem que o material que os avaliadores julgam ser bom é difícil para o aluno. Outro problema é a logística, pois muitos livros considerados bons propõem coisas demais dentro do que a escola pode fazer com aulas de 50 minutos, com classes superlotadas, sem equipamento e sem acesso à biblioteca. Então, é preciso discutir o que essa demanda está representando, se não é um pleito por um material mais adequado à realidade dos professores, num sentido amplo, e o que se pode fazer em termos de formação desses docentes e mudança das realidades locais.

Gestores e professores de escola pública reclamam que a academia tem uma visão um pouco fora da realidade sobre a escola. Que tipo de escola a academia constrói?

Talvez uma escola ideal, não num sentido dos melhores mundos possíveis, mas no sentido que existe nas escolas privadas: número menor de alunos por sala, uma aula maior, de mais tempo, em que se podem combinar dobradinhas, professores mais atualizados, que contam com auxiliar na sala, bibliotecas, salas de vídeo e de laboratório de informática funcionando.

Ou seja, questões de infraestrutura física e humana. 

É, do funcionamento e do salário do professor, por exemplo. Quando digo que não é irreal é porque a escola pública tem condições de ser assim. O Estado de São Paulo está todo equipado. Falta alguém que abra a sala, que entenda do equipamento, o bibliotecário. Falta material humano. É claro que há escolas públicas que cumprem esse papel. E o Ideb talvez até meça um pouco isso agora. Na medida em que pensamos em políticas de indução, acho que temos mesmo de pensar na escola viável. Depende também um pouco desse material humano topar fazer as mudanças necessárias para que isso aconteça.

Mas tudo isso não é resultado também de uma municipalização apressada, que fez com que os pequenos municípios ficassem órfãos em termos de formação? 

Um pequeno município talvez tenha mais dificuldade, talvez não. Já participei de algumas formações feitas por ONGs ou microempresas chamadas por pequenos municípios. Eles têm condição. Tem a verba para isso, o Fundef, agora o Fundeb, para fazer isso. Eu não sei avaliar o quanto se deveria isso ao município, à condição da rede e o quanto se deve a outros mecanismos mais perversos até. O que vejo acontecer é aparecer no portal de internet da rede que adota o apostilado, por exemplo, uma chamada dizendo que "esta rede de ensino está igual às privadas porque adota o material do sistema x". Pode ser uma questão de marketing da própria prefeitura, pode ser uma maneira de controle dos professores, porque esses sistemas controlam, assim como a secretaria estadual de São Paulo está fazendo agora, porque tem de finalizar a apostila do bimestre para entrar outra e comprar mais uma.

O que a senhora pensa sobre a questão da unificação curricular?

O que foi unificado a partir do governo Fernando Henrique são os parâmetros e diretrizes. O PCN era proposto virtualmente como algo que a rede e a escola, o projeto pedagógico da escola deveria configurar, portanto não como uma lei propriamente, mas como uma referência. Só que, paralelamente, o que o ministro Paulo Renato fez, e o governo Lula perpetuou com modificações, foi um sistema de avaliação inexistente até então - avaliações dos alunos, livros, escola (com o Ideb) - que dá parâmetros. O que está parametrizando a escola hoje - a pública e a privada também em algum grau - são os descritores de avaliação dos exames (Enem, Saeb, Prova Brasil, Provinha Brasil, Saresp). E agora a discussão está se deslocando para os vestibulares, se teremos Enem, vestibular unificado, ou mudança nos vestibulares das públicas. É isso que está construindo o currículo. Bem ou mal, de maneira um pouco esquizofrênica, porque se pega descritor daqui, outro dali, um livro que se adequa mais ou menos, um material que não se adequa. É muita confusão na cabeça do professor.

E esse é um caminho bom para se definir um currículo?

Não sei. O governo Lula considerou a possibilidade e depois desistiu, de rever os parâmetros, que já têm mais de 10 anos. No médio até houve uma orientação nova, mas insuficiente. Mas sobretudo no fundamental, no sentido de incorporar uma grade curricular, que é algo que fecha mais do que aquilo que está parametrizado. Também o Estado de São Paulo fez isso com essa última proposta. O material compõe, bem ou mal, uma grade. Outras secretarias e propostas curriculares também estão fazendo isso. Essa abertura do parâmetro que a escola deveria fazer [por meio do projeto político-pedagógico], teria de ter infraestrutura material e humana, além de tempo físico para os professores se reunirem e construírem efetivamente um projeto de escola. Isso é raridade. A privada é mais difícil de avaliar, porque os índices não a incluem de forma obrigatória, é difícil saber como ela vai. Mas não acredito na hipótese de que ela seja muito superior em qualidade, a não ser algumas raras exceções.

Nas avaliações, tratamos basicamente de língua portuguesa e matemática. Não corremos o risco de focar muito essas questões e deixar outras áreas, como ciências, história e artes, para trás?

Concordo em gênero, número e grau. Há algo que está posto no horizonte e provavelmente vai acontecer na próxima gestão [federal] - e vamos ver o que o novo secretário fará em São Paulo - que é uma revisão das propostas. As propostas curriculares e as avaliações estão colocando em jogo um dilema, porque a maior parte das primeiras apontam para um universo que na minha opinião é muito mais adequado, que é o da interdisciplinaridade, o ensino por áreas e não por disciplinas. Ou seja, agregar ciências - física, química, biologia, matemática - num bloco de reflexão em torno de objetos concretos da vida, que seria muito interessante para os alunos e resolveria muito da resistência ao ensino que ocorre na escola hoje.

Isso no ensino médio, ou já no fundamental? 

Em princípio no médio, mas houve toda uma discussão no Ministério em torno de uma proposta de um professor de Minas Gerais, cuja ideia era rever os PCNs do ensino fundamental também nessa direção. É um caminho importante a ser trilhado. É uma proposta que foi muito mal elaborada nos PCNEMs, muito criticada pelo fato de se julgar que a escola não tem condições de fazer isso, mas é a proposta mais necessária. Então, o fato de as avaliações, além de serem disciplinares, priorizarem duas disciplinas isoladamente é catastrófico. Os vestibulares de ponta vão em que direção? Nessa em que entram propostas mais complexas, em que entram textos, conhecimentos históricos, tudo junto, para elaborar uma seleção para o ensino superior. A universidade quer alunos que sejam capazes disso, de relacionar informações, de transitar, ler e escrever entre diversas áreas. Se é isso que está proposto para a elite, para aquele que vai se profissionalizar, fazer parte da cidadania, é o que tem de ser proposto para a Educação Básica.

Parte-se do pressuposto de que o aluno não sabe e que se deve avaliar a capacidade mais básica. Com isso, a escola não tolhe oportunidades para aqueles alunos que têm capacidades mais elevadas?

E mesmo para os que não têm. Se você cria uma galinha e dá ração misturada com farinha, ela vai ter pouca proteína do mesmo jeito, seja a galinha forte ou a fraca. É preciso sofisticar um pouco mais. Esse é o problema desses materiais que foram propostos pela secretaria de São Paulo, pelo menos do jornalzinho. Eles iam pelo mínimo. Depois, nos cadernos, eles melhoraram. Mas, por exemplo, como texto para o 1º ano do ensino médio propuseram fábulas e fizeram perguntas de 3º ano do fundamental. Se a escola propusesse coisas mais interessantes, os alunos não estariam resistindo tanto.

Mas a formação dos professores é disciplinar. Não é preciso mudá-la primeiro? 

Ou implantar para daí mudar a formação, que é o que acontece normalmente, a indução é às avessas. Os vestibulares estão discutindo isso agora. A Fuvest, a Unesp e o vestibular paulista das públicas. A proposta é reorganizar os vestibulares pelas áreas propostas no PCNEM. Se o vestibular fizer isso, a escola vai ser constrangida a pensar sua reorganização de forma interdisciplinar.

Não deveria haver um período de transição? 

A universidade sempre é a última a fazer mudanças. Mas acho que há um discurso mais ideológico do que efetivo. É preciso ver a prova que vão elaborar. As questões que eles vão fazer não devem ser tão diferentes assim das que estão postas pelo Enem ou pelos vestibulares de outras universidades, talvez num nível um pouco mais elaborado.



Roxane Rojo fala das ações de formação docente

Roxane Rojo fala das ações de formação docente

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Nossos Trabalhos: Crônica ( Fotos da turma ensaiando para dramatizaç...

Curso de Formação Continuada.
Trabalho de uma Professora com sua turma de 9° ano do Ensino Fundamental.

Parabéns à Professora e à turma!

Nossos Trabalhos: Crônica ( Fotos da turma ensaiando para dramatizaç...: A Espada ( Luis Fernando Veríssimo) Uma família de classe média alta. Pai, mulher, um filho de sete anos. É a noite do dia em que o filho ...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Li, gostei, concordo, parcialmente; bom para pensar; (re) publico aqui.

O título dessa postagem refere-se a um texto que li. Eu gostei desse texto. Ele não é um texto de minha autoria. Não estou me "endeusando". Aliás, isso não é típico de minha pessoa e nem gosto, também, de "ph deuses", pessoas que gostam de séquitos ou que sejam os próprios seguidores, em busca das bolsas perdidas. Têm que sujeitar-se a cada coisa... 
Sabe aquelas pessoas que acham que sabem mais que os outros? E humilham, debocham, divertem-se com a cara de otário que muitas vezes somos obrigados a fazer, de tanta calhordice/canastrice que se vê? Pois, é! E agora, José? Não, a festa não acabou!  É uma festa de miríades! De pessoas que se acham  estrelas de primeiríssima grandeza. Não fazem por menos. " Festa estranha, com gente esquisita... ´Eu não 'tou' legal, não aguento mais birita´...  
Mas, nesse mundão de Meu Deus, há quem se alimente de hipocrisia... Ah, só eu sei o porquê de estar cá a escrever isso. Mas, mesmo assim, prossigo: considero um porre gente " que se acha"  e ainda se acha no direito de esculachar, esculhambar os outros! Sinceramente, dá engulhos! Por isso, recomendo a leitura do texto que segue e que encontrei em :
O Problema da Literatura Brasileira
 
http://www.portalliteral.com.br/artigos/o-problema-da-literatura-brasileira

No Brasil, escritor bom é escritor morto. Daí fazem novela com seus romances, e os governantes publicam seus livros de graça, para as crianças serem obrigadas a decorar alguns versos (ainda me lembro da minha infância: "tinha uma pedra no meio do caminho" era minha tabuada de português).

No Brasil, escritor bom é que publica pela Companhia das Letras, pela Objetiva, pela Record, pela Rocco, pela Sextante, pela Brasiliense, ou pela Novo Século, porque o resto é tudo pago.

No Brasil, escritor de verdade é quem ganha o Jabuti, o Juca Pato, o Asabeça, o Portugal Telecom, o Cruz e Souza, e Paulista de Literatura, o Prêmio da Academia Brasileira de Letras e também até aquele ralinho da UBE.

No Brasil, pode-se listar menos de dez escritores que se encaixam nestes padrões até agora descritos. Três destes estão (ou parecem estar) aqui no Portal Literal (Zuenir Ventura, Lygia Fagundes Telles e Rubem Fonseca)... embora este site tenha mais de 1000 e o Autores.com.br tenha mais de 4.000 publicantes registrados (é só ir lá na lista de membros e ver) e além de outros sites de autopublicação.

No Brasil, existe uma fila de escritores desempregados chamada: Mesa do Editor, onde os escritores ficam um ano esperando que algum editor se interesse em ao menos ler uma sinopse de sua obra, e só os que respondem são os editores daquelas editoras mercenárias, que cobram para publicar e dizem estar "realizando o sonho do autor".

No Brasil, não basta escrever bem... tem que ter ainda padrinhos nos jornais (para fazer uma notinha sobre um lançamento do livro), nas revistas (para ser destaque num canto de página qualquer), nas universidades (para ser tese de mestrado e ter adolescentes espinhudos comprando seus livros para estudar... obrigados!)...

No Brasil, é vergonhoso se dizer escritor sem ir no Programa do Jô. É vergonhoso se matar durante um ano para reunir alguns poemas ou escrever um romance e ter que ficar mandando originais para Deus e o mundo, SEM NEM AO MENOS TER FÉ NA PUBLICAÇÃO E SEM ESPERAR QUE OS EDITORES DIGAM OS MOTIVOS QUE OS FIZERAM "NÃO PUBLICAR" SEU LIVRO. É vergonhoso saber que um professor, só por ser professor... e mesmo se for de matemática... tem já um requisito a mais do que um cara que só sabe escrever boas histórias e mostrar a alma humana com as mais profundas palavras.

No Brasil... um país que ainda precisa ser alfabetizado e que precisa fazer isso às custas de sua literatura interna, mas que só o faz de best sellers estrangeiros (Eclipse, Crespúsculo, Harry Potter, o Código Da Vinci e outras idiotices sem profundidade e conhecimento algum além de entretenimento)... Brasil... este é o país que fazemos: com escritores publicando pela internet e uma meia dúzia de velhos barrigudos, formados e publicados pelas grandes editoras... que não vendem nada (nem mil exemplares), mas que ainda são grandes (são disputados como em licitação), e os únicos verdadeiros escritores, segundo os jornais, as revistas e os meus professores do curso de jornalismo.

Desculpe... estou enojada com a literatura brasileira... que não abre os braços para os nossos novos escritores, mas sim para uma mulher que sonhou com vampiros e escreveu um livro... ou um outra devaneante que imaginou um jovem bruxo... e até com um idiota que acha que Jesus teve filhos e que talvez... que ele era mulher.

A literatura brasileira está ridicularizada... e quem faz isso é somente os leitores e os professores... que enterram ela, ensinando somente o passado.

A Acadenia Brasileira de Letras é um cemitério de dinossauros que publicaram, cada um, quarenta livros que nós nem sabemos o nome.

Nas escolas aprendemos somente a odiar a literatura... aquela porcaria antiquada, cheia de palavras difícieis do passado... ou outras porcarias do presente, cheias de palavrões, violência e sem nexo ou profundidade alguma para a existência humana.

Ah... já ia me esquecendo: No Brasil poeta só aparece na Época para falar do filho problemático... e só faz a diferença se lança algum "ISMO": Concretismo, Simbolismo... Realtragismo...

Desculpe: estou realmente enojada com a literatura. Estou condenada a ler escritores mortos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

BIENAL DO LIVRO - RIO DE JANEIRO








EDITORA JOVEM NA BIENAL
Superpromoção: livros de excelente qualidade a partir de R$ 5,00.
  •  Alunos podem pagar com a nota Bienal.
  • O autor Alcides Goulart vai estar no estande todos os dias para bate-papo, fotos e autógrafos.
  • Venha nos visitar: Pavilhão laranja, rua D, estande 7


Editora Jovem
Rua Visconde de Santa Isabel, 20 - sala 209
Vila Isabel - Rio de Janeiro
CEP 20560-120
21 2577 2501 / 21 3879 5514
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[Skype] editora.jovem

sábado, 13 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O triste fim da escrita cursiva


Não é de hoje que educadores norte-americanos discutem o fim do ensino da escrita cursiva — a nossa chamada “escrita à mão”, treinada exaustivamente nas idades mais tenras em aulas de caligrafia. Recentemente, o estado de Indiana resolveu aboli-la de vez, privilegiando as letras de imprensa e aulas de digitação. Não foi o primeiro: Carolina do Norte e Geórgia compartilham a mesma filosofia.


De fato, num mundo cada vez mais conectado, escrever à mão tem se tornado um exercício raro. No trabalho, tudo é executado com o auxílio de computadores. Na comuncação pessoal, bilhetes e recados deram espaço a SMS, mensagens instantâneas e redes sociais. A telefonia fixa está decadente, enquanto a móvel agrega muito mais do que voz. O celular é o verdadeiro PC, um personal computer de corpo e alma, já que não desgruda de seus donos, fazendo o papel de uma janela para o mundo digital. E o que dizer do email? Prático e quase instantâneo, tornou-se o padrão da comunicação comtemporânea.


Alguém aí ainda se lembra do que era escrever uma carta? Na minha pré-adolescência, além de pertencer a grupos “pen pal”, com amigos por todo o mundo, adorava corresponder-me com familiares, uma vez que estes se encontravam espalhados pelo Brasil e Alemanha. Era um ritual: escolhia com esmero os blocos de papéis de carta, comprados em papelarias dedicadas. Sempre guardava uma amostra numa pasta para coleção, e muitas vezes, trocava com amigas. Os envelopes sempre combinavam.

Ir para o exterior não era tão simples como hoje, e quando uma amiga viajava, ficávamos afoitas à espera dos lindos papéis importados. Com canetas, era a mesma coisa. Lembro-me que o must na época eram os papéis e Moleskine perfumados. Parece que continuo capaz de sentir as fragrâncias!


Sentava-se à escrivaninha e dedicava-se horas ao ofício da escrita, caprichando na caligrafia. E depois ainda tinha o ritual de escolher selos – outro objeto de coleção, desta vez incluindo os meninos – e despachar tudo pessoalmente numa agência dos correios.


E quando chegava uma carta, então? Que festa! Abria com cuidado o envelope pra não estragá-lo (usar vapor de água quente era um bom truque), pois tudo era cuidadosamente catalogado e guardado em caixas. Elas continuam em meus guardados.



Hoje, a correspondência eletrônica não é festa nenhuma… Abrimos nossa caixa de entrada e já ficamos rabugentos com o volume. Exatamente por ser prático e veloz, milhões de sem-noção nos entopem de baboseiras e propaganda. Juro que adoraria que tivéssemos que pagar por cada email mandando, usando uma espécie de selo virtual. Tenho certeza que o spam desapareceria.


Como entusiasta da tecnologia móvel, compreendo que a educação de nossas crianças deve ser realista, pensando no mundo em que vivemos e no que elas encontrarão quando adultas. Perder tempo desenhando letras parece um absurdo enquanto há tantas novas habilidades necessárias. Contudo, creio que os pedagogos esqueceram que a escrita cursiva é muito mais que uma forma de comunicação e registro. É um exercício cerebral.


Escrever à mão trabalha com nossa coordenação motora fina. Exercita regiões cerebrais que ficaram esquecidas nesta era dos teclados. Por causa da minha especialidade (atendo idosos em clínicas e casas de repouso) participo de muitos simpósios de gerontologia; os estudiosos são unânimes em afirmar que leitura de qualidade e atividades manuais inibem quase todos os tipos de demência na fase senil. Em suma, o cérebro precisa ser constantemente “desafiado”. Marcenaria, pintura, artesanato, bordado, tricô, crochê… curiosamente, atividades cada vez mais negligenciadas. Vamos abandonar a escrita também? Eu, pelo menos, não.


Atualmente uso Moleskines – os badalados cadernos acid-free, cujas folhas durarão por décadas e até séculos. Pena que na minha época de rabiscadora compulsiva era praticamente impossível conseguir um, por causa das políticas de reserva de mercado. Guardo meus cadernos até hoje, lamentando suas folhas amareladas e frágeis, a um passo de se desmanchar. Quando quero manter meus registros escritos à mão também em meio digital, recorro à Livescribe, a melhor conjunção entre tinta, papel e bytes.



Continuarei o exercício de escrever, desenhar e fazer mapas-mentais até o fim dos meus dias. Depois de esvaziar a penosa caixa de emails, sempre encerro o dia entre meus cadernos e canetas coloridas. Usaria minhas canetas perfumadas, que trato como relíquias, se não tivessem secado.



Autor: Bia Kunze
Tecnoblog