Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Não são apenas “papeladas”! O “papelão” é de quem não lê e nem cumpre...

Publicados em 1998, os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa para 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental (PCNs) sugerem uma nova abordagem para o ensino de língua materna. Consequentemente, antes que suas sugestões fossem seguidas pelos professores, várias ações seriam imprescindíveis, entre elas a produção de materiais teóricos intermediários para divulgação das novas teorias que os embasam e a introdução dessas teorias no currículo das licenciaturas em Letras. Outra necessidade urgente seria a ampliação e intensificação das práticas já existentes de formação contínua dos professores em serviço, com vistas na discussão e implementação do que se propõe nos PCNs. Foi neste sentido que, em 1999, o MEC elaborou os Parâmetros em Ação. Desnecessário afirmar que, se havia interesse em que as sugestões dos PCNs de Língua Portuguesa fossem seguidas, os materiais e ações de apoio à sua implementação deveriam ser coerentes com seus princípios básicos (inclusão social e cidadania) e com as teorias que as embasam (entre elas, a Teoria de Gêneros). O percurso do ensino-aprendizagem passa a ter mais duas noções centrais, entre o que já tínhamos como programas curriculares: cidadania e gêneros discursivos/textuais. Assim, a partir da análise do contexto sócio-histórico de produção tanto dos PCNs de Língua Portuguesa 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental quanto dos respectivos módulos do Parâmetros em Ação, bem como a partir da distinção entre as abordagens teóricas que adotam diferentemente as terminologias gêneros de discurso e gêneros textuais, o trabalho se propõe ser uma análise documental, cujo objetivo é comparar esses documentos, tomando como base uma visão interacionista e sócio-histórica de língua, de acordo com as teorias bakhtinianas de linguagem. Conhecedores da teoria seguiríamos logo para as práticas, especialmente voltadas à formação cidadã de nossos educandos. Mas, quem disse que alguém tomou conhecimento das teorias? E se tomou conhecimento fez reuniões para “encher lingüiça” e constar da pauta, mas efetivamente as coisas não seguiram os parâmetros... O ensino está sendo “jogado” e muitas vezes coordenado por mãos inábeis, hábeis apenas para seu bem-entender, nepotismos, endogenias... O que vemos na prática acaba inviabilizando o que os documentos apontam: nem professor@s, nem instituições estão preparados para o desenvolvimento de papéis cidadãos. Lamenta-se. As instituições querem o lucro e os profissionais querem o cômodo. O resultado da comparação entre os documentos dos parâmetros e orientações curriculares demonstra que há uma falha no diálogo entre os dois textos, já que os módulos do Parâmetros em Ação incorporam de forma insuficiente o objetivo declarado nos PCNs de Língua Portuguesa de se tomarem os gêneros como objeto de ensino-aprendizagem, fazendo recuar o passo adiante que as propostas dos PCN representam em relação às propostas curriculares anteriores a eles e distanciando, alunos e professores, daquilo que poderia propiciar a formação de um leitor mais crítico e uma educação de fato mais voltada para a cidadania. O que vemos? Caos nas escolas e alunos cada vez lendo menos... O que restam são as cartilhas dos “pseudo-poderosos” por onde rezam vários alienados e descompromissados com a efetiva educação. Se o aluno estiver de boca fechada é exatamente assim que interessa a esses demagogos, que de pedagogos não têm nada.

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