Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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sábado, 23 de abril de 2011

Psiquiatra lança livro para combater o bullying

Estranho o fato de atualmente comentarem sobre o Bullying. Ele sempre existiu. Encarnações, apelidos, chacotas (mofa, zombarias, gracejos, sátiras... Como queiram, ou não queiram). Minha avó, em 1923, aos nove anos, quando chegou de Portugal para o Brasil foi vítima dessas humilhações por parte de professores e colegas de classe. Os colegas apelidaram-na de "Galega" e "Portuga" e puxavam as tranças dela. O dia em que minha avó decidiu revidar e bateu com a lousa (era onde escreviam) num dos colegas, mal-educado e covarde, a professora viu e colocou minha avó num quarto escuro, "da caveira", onde havia um esqueleto que, certamente alguém "orquestrava" e, a partir desse episódio, ela tomou um trauma intransponível de escola. Resultado: a assinatura dela, até hoje, é o polegar que, ainda por cima, teve "panariço".

Eu, por não ter tido reconhecimento de pai em meu registro de nascimento e em minha vida, encarnavam-me com o pomposo nome de "bastarda"; por eu ser emotiva, "chora-bananeira"; por meu nome ser "Terezinha" muitos colegas gritavam "terezinha-úú-quem gritarmaisaltovaiganharumbacalhau"! E por aí...
Será a contemporaneidade e seu caos, o resultado de "bullying"através dos séculos? O próprio Jesus Cristo não terá sido vítima de "bullying"?  Não esqueçamos que o povo de Nazaré rejeitou Jesus... Há tantos exemplos... Deixaram Santo Antônio sozinho e ele pregou aos peixes... Não há, inclusive, um ditado que diz: "santo de casa não faz milagres"? Somos rejeitados até mesmo por aqueles que nos são mais próximos. Isso também e "bullying"(?). Por que há pessoas que sentem prazer em infernizar, ferir, magoar, destruir a vida dos outros? Quem pratica "bullying" é um(a) invejoso(a)?


“Manual Antibullying”, de Gustavo Teixeira, oferece formas de tratar um problema cada vez mais discutido no Brasil

Renata Losso, especial para o iG São Paulo | 23/04/2011
Dentro e fora das escolas, os brasileiros estão cada vez mais atentos às causas e consequências do bullying, principalmente pais e educadores preocupados com filhos e alunos. Neste contexto de interesse crescente, o psiquiatra Gustavo Teixeira decidiu escrever o “Manual Antibullying – Para alunos, pais e professores” (Editora BestSeller). Especialista em infância e adolescência, palestrante internacional sobre questões comportamentais dentro das escolas e professor da Universidade Bridgewater, nos Estados Unidos, ele organizou 20 estratégias para lidar com o bullying, perceber os sintomas das vítimas e agressores e resolver de vez o problema. “O bullying é sinônimo de sofrimento para a vítima e é uma violência que deve ser combatida”, defende.

Leia mais, busque no Google:
Bullying não pode ser julgado com exagero
Bullying não se resolve com violência
Palavra de Mãe: Sociabilidade para uma cultura de paz


De acordo com o especialista, o bullying escolar é definido principalmente pela frequência com que a violência física, verbal ou moral atinge uma criança ou adolescente. Por isso, um programa de combate deve se basear na mesma premissa: a continuidade.

Gustavo afirma que as escolas brasileiras ainda não sabem muito bem como prevenir o problema e os casos são cada vez mais comuns em seu consultório, no Rio de Janeiro. “Estudar e conhecer o bullying são fatores essenciais para uma intervenção eficaz”, afirma. Leia entrevista abaixo.

iG: Por que você resolveu fazer este manual?
Gustavo Teixeira:
 As questões que envolvem o bullying sempre me interessaram. Fiquei muito sensibilizado pela dificuldade de encontrar literatura sobre o assunto no Brasil. Com isso, decidi criar um manual completo para resolver o problema no país baseando-me nos programas antibullying usados em escolas ao redor do mundo. Escrevi um programa voltado para a cultura brasileira, para funcionar em qualquer escola: pequena, grande, pública, particular, de grandes centros urbanos, de cidades menores, de ensino tradicional, ensino liberal.

iG: No que se baseia o programa antibullying?
Gustavo Teixeira:
 Primeiramente devemos saber que, para um programa de prevenção dar certo, ele precisa ser contínuo. Atualmente, são comuns nas escolas as palestras únicas, após a descoberta de um caso de bullying, mas isso não adianta nada. O assunto não pode ser tratado como episódico, os conceitos devem ser aplicados diariamente. Pais e educadores precisam ser capacitados de acordo com as estratégias, a começar pelo que chamamos de psicoeducação, que consiste eminformar sobre o bullying: o que é, o que provoca, quais as causas e consequências, o que de ruim pode acontecer. Depois, a coordenação da escola e os educadores devem se dedicar a falar do assunto, pois é algo que afeta a vida de todos e não deve ser deixado de lado. Do lado dos alunos, a escola pode começar usando uma técnica que chamamos de caixa de recados: os estudantes e até mesmo os professores podem colocar denúncias do comportamento, já que muitas vezes o alvo do bullying tem medo de pedir ajuda.

Também deve haver a supervisão do ambiente escolar. Monitorar recreio é um bom começo, por exemplo. Trabalhar o conceito do bullying com os alunos também é importante, falando sempre sobre ética, respeito, moral, sobre as diferenças de cada um. É função da escola e, como os alvos do problema costumam ser mais tímidos e retraídos, motivá-los e fortalecer a autoestima deles se torna essencial. Isto pode ser feito através do esporte, por exemplo: estimular algo em que a criança que é vítima seja boa. Separar os bullies (crianças praticantes do bullying) em classes diferentes é outro passo a ser dado. Eles normalmente agem em bando.



iG: Então é possível combater e prevenir esse problema nas escolas brasileiras?
Gustavo Teixeira:
 A criação de um programa antibullying é o principal. Apenas isso, se feito de forma contínua, já é capaz de eliminar o problema. Não é algo que vai tomar muito tempo e muito dinheiro, nada disso: é possível aplicar um programa de maneira simples e objetiva. E hoje as escolas brasileiras já demonstram interesse, o que representa o primeiro passo. A informação sobre o assunto já existe há muito tempo, mas como o sistema educacional brasileiro é muito precário, demorou a prestarmos atenção.

iG: Você acredita que o bullying vem se tornando mais recorrente e por isso há mais atenção ao problema atualmente?
Gustavo Teixeira: 
Os estudos mostram que, na verdade, o número de casos não está aumentando, eles apenas estão sendo identificados agora. Os educadores brasileiros demoraram muito para entender o que é o bullying. Na Europa e nos Estados Unidos, o conhecimento do problema existe desde a década de 70.

iG: Qual o papel dos pais neste combate contra o bullying?
Gustavo Teixeira:
 Os pais devem, primeiramente, conhecer o problema: saber o que é, entender que é uma forma de violência muito grave e seus filhos podem estar sendo afetados como vítimas ou autores. Se existe uma relação saudável, de conversa, entre pais e filhos, isso já abre as portas. E assim que houver a identificação do comportamento do filho como vítima ou agressor, procurar a ajuda da escola. O casamento entre pais e escola é importante, ambos devem conversar sobre o problema e manter uma relação próxima e saudável.

iG: Como os pais podem perceber que o filho é uma vítima do bullying?
Gustavo Teixeira: 
Se a criança volta da escola para casa com a roupa e o material rasgado, por exemplo, e esse tipo de situação acontece repetidamente. Se ela tem medo de ir para a escola, se recusa a ir, se fica mais ansiosa no momento que antecede a ida, se fica ansiosa com a hora da saída, por receio de ser agredida. Se ela tem poucos amigos, se tem dificuldade para fazer amizade, se não é convidada para festinhas de aniversário, se nunca falou de um melhor amigo ou não traz amiguinhos para casa. Se ela anda muito triste, com queda no rendimento escolar, desejando abandonar os estudos. Há uma série de sinais de alerta que devem ser levados em consideração. Afinal, casos graves de bullying podem levar a criança a sofrer casos graves de depressão e até mesmo a tentar o suicídio.

iG: E no caso do agressor, como os pais podem perceber?
Gustavo Teixeira:
 Se a criança costuma se posicionar de maneira desafiadora, agressiva e de domínio, se há relatos de brigas repetitivas na escola, se ela tem um comportamento mais hostil sobre outras crianças e costuma denegrir a imagem de outras crianças verbalmente, por exemplo. Estes são alguns sinais de alerta (leia outras recomendações para lidar com um filho que pratica bullying).


Foto: ReproduçãoAmpliar
Capa do "Manual Antibullying", de Gustavo Teixeira
iG: Como os pais podem abordar o assunto com os filhos?
Gustavo Teixeira:
 É preciso que realmente haja uma relação próxima, íntima, entre pais e filhos. Sempre conversar abertamente, identificar as causas de aquela criança estar sendo agressiva ou recebendo agressões, e pedir ajuda para a escola. Tentar buscar soluções com a escola para, assim, ambos passarem às crianças que o bullying não deve ser tolerado, que esse tipo de violência não pode existir.

iG: E qual o papel da escola?
Gustavo Teixeira:
 A escola precisa encarar o problema de frente, junto com a família. É um absurdo se a escola disser que as agressões aos alunos não ocorrem lá dentro, por exemplo. Se uma criança é agredida na saída, a difamação que ela sofre vai acontecer dentro do âmbito escolar, e o rendimento dela irá cair. Enquanto ela estiver na sala de aula já estará ansiosa, preocupada, sem prestar atenção aos professores. Então é responsabilidade da escola sim; é responsabilidade de todos, já que o bullying está em todos os lugares. E pais e educadores devem andar juntos neste combate.

iG: Qual a influência da internet nas ocorrências de bullying?
Gustavo Teixeira: 
De acordo com um estudo publicado na revista da Academia Americana de Pediatria em 2006, houve um aumento de 50% nos casos de cyberbullying desde 2001. Então o problema está muito relacionado ao acesso à internet e a páginas de relacionamento, em que perfis podem ser criados para denegrir a imagem de outras crianças e adolescentes, permitindo o anonimato: o autor pode se esconder atrás de uma falsa identidade para agredir.

iG: É possível reverter as consequências do bullying na vida das crianças envolvidas com o problema? Quais são essas consequências?
Gustavo Teixeira: 
As marcas do bullying podem ser para a vida inteira se nada for feito. Por isso a intervenção precoce é necessária: para que os prejuízos não sejam grandes. Se isso não ocorrer, a criança que é agredida pode apresentar sintomas de estresse, insegurança, medo, problemas de autoestima e pode acabar se isolando. Além disso, pode apresentar desinteresse pelos estudos, sofrer reprovação escolar e atingir quadros de ansiedade graves, fobias e depressão, chegando até mesmo a tentar o suicídio. Do lado do agressor, muitos deles podem ter problemas com a justiça, cair na criminalidade, ter problemas com álcool. Além de continuarem sendo agressores durante a faculdade, no ambiente de trabalho. São pessoas com problemas graves de comportamento também, por isso interferir precocemente é a melhor saída. É possível dar a volta por cima.


Leia também:

Entenda como o bullying pode mudar a vida do seu filho
Como lidar com um filho que pratica bullying
Entrevista com Ana Beatriz Barbosa: "O bullying é um ato covarde"


Onde ficava a Atlântida? - Superinteressante

Onde ficava a Atlântida? - Superinteressante

terça-feira, 5 de abril de 2011

Um resumo muito bom


DISCUTINDO
A ESTRUTURA DO TEXTO ARGUMENTATIVO
Maria Teresa Tedesco Vilardo Abreu (UERJ)

De um modo geral, a argumentação é utilizada na língua para justificar ou rejeitar um ponto de vista, com objetivo de expor diferentes visões sobre determinado tema. No entanto, por mais que se reconheça uma orientação argumentativa no discurso humano não se pode confundir com a existência de uma estrutura prototípica dos textos escritos. Por isso, questiona-se a existência, de fato, de uma estrutura prototípica em textos produzidos em fase de escolarização. Para tanto, analisam-se textos produzidos por alunos no final do primeiro segmento do ensino fundamental e de alunos no final do ensino médio, a fim de se cotejar a macroestrutura do texto produzido nestas fases de escolarização e o postulado por estudiosos como Garcia (1987) e Gryner ( 2001) acerca da estrutura de textos argumentativos.
Assim, este trabalho tem como objetivo traçar um quadro analítico da produção de textos ditos argumentativos de diferentes alunos em fase de escolarização, verificando se a escola contribui para o domínio lingüístico textual. Pretende-se reconhecer os traços lingüísticos pertinentes aos recursos utilizados no texto em nível macro estrutural.

Partilho uma crônica

Pessoal, achei essa crônica muito interessante! Partilho aqui com vocês. Dá para fazermos análises bem legais!


A menina que falava internetês


A mãe gostava de acreditar-se moderna. Do figurino à linguagem, esforçava-se para estar sempre up-to-date com as últimas tendências da moda. Seus objetivos eram claros: criar uma imagem de mulher mais jovem e fazer bonito para os filhos, os reis da tecnologia doméstica, que dominavam tudo na casa, dos controles remotos dos aparelhos eletrônicos aos computadores e laptops. Foi o propósito de não perder o bonde da história que levou Wanda a comprar um computador pessoal, assinar um provedor de acesso e começar a navegar pela internet. Nada poderia detê-la rumo à modernidade!
Depois de alguns dias, navegando em seu trabalho, encontrou sua filha pré-adolescente on-line. Não resistiu à tentação e iniciou uma conversa através de um programa de mensagens instantâneas.
— Olá, filha, aqui é a sua mãe, navegando pela internet… Tudo bem com você, querida?
— blz.
— Como? Não entendi, filhinha. Seu teclado está com algum problema nas vogais?
— naum.
— Vejo que não é este o problema, já que você digitou duas vogais agora mesmo! Mas pode ser um defeito nas teclas de acentuação. Por favor, filha, teste o ‘til’.
— q tio?
— Não, não o tio, o til. O til é o irmão do papai, o tio Bruno. O til é aquele acento do não, do anão, da mamãe… Lembra quando a mamãe ensinou a você que o til parecia uma minhoquinha?
— nem
— Nem? Como assim, ‘nem’? Nem no sentido de conjunção coordenativa aditiva como ‘não lembro nem quero lembrar’? Ou seria ‘nem’ como conjunção coordenativa alternativa, como em ‘não me lembro e nem parece uma minhoquinha’?
— ;-(
— Que foi isso, filhota?
— naum quero + tc com vc
— Você… não quer mais tecer comigo?
— teclar
— Assim mamãe fica triste, lindinha. Eu só queria conversar, puxar algum assunto. Mas está difícil. Eu não entendo o que você escreve e você não se interessa pelo que eu digito. Realmente, meu bem, parece que não é possível estabelecer um diálogo com você. Tudo bem, se eu tiver incomodando, eu paro agora mesmo.
— ta
— Antes de ir pra casa eu vou passar no supermercado. O que você quer que eu compre para… para… para vc? É assim que se diz em internetês?
— refri e bisc8
— Refrigerante e biscoito? Biscoito? Filha, francamente, que linguagem é essa? Você estuda no melhor colégio, seu pai paga uma mensalidade altíssima e você escreve assim na internet? Sem vogais, sem acentos, sem completar as palavras, sem usar maiúsculas no início de uma frase, com orações sem nexo e ainda por cima usando números no lugar das sílabas? Isso é inadmissível, Maria Eugênia!
— Xau, mãe, c ta xata.
— Maria Eugênia! Chata é com ch!

— Maria Eugênia?

—Desligou. Bem, pelo menos a tecla til está em ordem.

(Rosana Hermann. In: CAMPOS, C. L. S.; SILVA, N. J. (orgs.) Lições de Gramática para quem gosta de Literatura. 1ª Ed. São Paulo: Panda Books, 2007, p.91-94.)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Pensar Eco, é lógico!: Meu repúdio contra a matéria de capa da GALILEU de...

Pensar Eco, é lógico!: Meu repúdio contra a matéria de capa da GALILEU de...: "Recebi ontem a última Galileu, e logo me chamou atenção a CAPA VERDE com o seguinte título: ' Livre-se dos mitos verdes, juntamente com..."

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Importante consultar!

Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os noventa e oito (antes eram cem) mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

1. “Mal cheiro”, “mau-humorado”. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
2. “Fazem” cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3. “Houveram” muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4. “Existe” muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.
5. Para “mim” fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6. Entre “eu” e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
7. “Há” dez anos “atrás”. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
8. “Entrar dentro”. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9. “Venda à prazo”. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10. “Porque” você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11. Vai assistir “o” jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12. Preferia ir “do que” ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13. O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14. Não há regra sem “excessão”. O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente), “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso), “cincoenta” (cinqüenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado), “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho” (empecilho), “envólucro” (invólucro).
15. Quebrou “o” óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16. Comprei “ele” para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17. Nunca “lhe” vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18. “Aluga-se” casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19. “Tratam-se” de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20. Chegou “em” São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

21. Atraso implicará “em” punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22. Vive “às custas” do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não “em vias de”: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23. Todos somos “cidadões”. O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24. O ingresso é “gratuíto”. A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25. A última “seção” de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26. Vendeu “uma” grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.
27. “Porisso”. Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28. Não viu “qualquer” risco. É nenhum, e não “qualquer”, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29. A feira “inicia” amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30. Soube que os homens “feriram-se”. O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou… O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto… / Como as pessoas lhe haviam dito… / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
31. O peixe tem muito “espinho”. Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O “fuzil” (fusível) queimou. / Casa “germinada” (geminada), “ciclo” (círculo) vicioso, “cabeçário” (cabeçalho).
32. Não sabiam “aonde” ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33. “Obrigado”, disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.
34. O governo “interviu”. Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.
35. Ela era “meia” louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36. “Fica” você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37. A questão não tem nada “haver” com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38. A corrida custa 5 “real”. A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39. Vou “emprestar” dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40. Foi “taxado” de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41. Ele foi um dos que “chegou” antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42. “Cerca de 18″ pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43. Ministro nega que “é” negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44. Tinha “chego” atrasado. “Chego” não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45. Tons “pastéis” predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46. Lute pelo “meio-ambiente”. Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.
47. Queria namorar “com” o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48. O processo deu entrada “junto ao” STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não “junto ao”) Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não “junto aos”) leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não “junto ao”) banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não “junto ao”) Procon.
49. As pessoas “esperavam-o”. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50. Vocês “fariam-lhe” um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca “imporá-se”). / Os amigos nos darão (e não “darão-nos”) um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo “formado-me”).
51. Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52. Blusa “em” seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53. A artista “deu à luz a” gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu “a luz a” gêmeos.
54. Estávamos “em” quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55. Sentou “na” mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56. Ficou contente “por causa que” ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57. O time empatou “em” 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58. À medida “em” que a epidemia se espalhava… O certo é: À medida que a epidemia se espalhava… Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59. Não queria que “receiassem” a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60. Eles “tem” razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61. A moça estava ali “há” muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
62. Não “se o” diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.
63. Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
64. Fique “tranquilo”. O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.
65. Andou por “todo” país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66. “Todos” amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67. Favoreceu “ao” time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68. Ela “mesmo” arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69. Chamei-o e “o mesmo” não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não “dos mesmos”).
70. Vou sair “essa” noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
71. A temperatura chegou a 0 “graus”. Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
72. A promoção veio “de encontro aos” seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73. Comeu frango “ao invés de” peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74. Se eu “ver” você por aí… O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75. Ele “intermedia” a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76. Ninguém se “adequa”. Não existem as formas “adequa”, “adeqüe”, etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.
77. Evite que a bomba “expluda”. Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale “exploda” ou “expluda”, substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas “precavejo”, “precavês”, “precavém”, “precavenho”, “precavenha”, “precaveja”, etc.
78. Governo “reavê” confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem “reavejo”, “reavê”, etc.
79. Disse o que “quiz”. Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80. O homem “possue” muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81. A tese “onde”… Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que… / A faixa em que ele canta… / Na entrevista em que…
82. Já “foi comunicado” da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém “é comunicado” de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria “comunicou” os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83. Venha “por” a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.
84. “Inflingiu” o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não “inflingir”) significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85. A modelo “pousou” o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86. Espero que “viagem” hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87. O pai “sequer” foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88. Comprou uma TV “a cores”. Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV “a” preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89. “Causou-me” estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não “foi iniciado” esta noite as obras).
90. A realidade das pessoas “podem” mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não “foram punidas”).
91. O fato passou “desapercebido”. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92. “Haja visto” seu empenho… A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93. A moça “que ele gosta”. Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.
94. É hora “dele” chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado… / Depois de esses fatos terem ocorrido…
95. Vou “consigo”. Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não “para si”).
96. Já “é” 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não “são”) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97. A festa começa às 8 “hrs.”. As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg.
98. “Dado” os índices das pesquisas… A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas… / Dado o resultado… / Dadas as suas ideias…
99. Ficou “sobre” a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100. “Ao meu ver”. Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
(fonte: Equipe Grau 10)