Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

Postagens populares

Total de visualizações de página

http://www.lokaliza.com.br

Notícias

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Curta - Eu Não Quero Voltar Sozinho - Completo

Dia do Mágico - 31 de Janeiro - Brasil Escola

Dia do Mágico - 31 de Janeiro - Brasil Escola

Ti ti ti: local de estudos e de trabalho deve ser bem iluminado - Decoração e Jardim - Extra Online

Ti ti ti: local de estudos e de trabalho deve ser bem iluminado - Decoração e Jardim - Extra Online

Volta às aulas: crie um cantinho para os estudos - Decoração e Jardim - Extra Online

Volta às aulas: crie um cantinho para os estudos - Decoração e Jardim - Extra Online

A criação geme em dores de parto.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 – 

Tema: Fraternidade e vida no planeta.


 Lema: A criação geme em dores de parto.


A criação grita, em desespero! Ela sofre em suas entranhas... Não a abandonemos ao descaso. Não joguemos fora o nosso presente que nos foi dado pelas mãos do Criador.

A Campanha da Fraternidade é uma campanha realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, sempre no período da Quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
    * Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho.
    * Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.
O gesto concreto se expressa na coleta da solidariedade, realizada no Domingo de Ramos. É realizada em âmbito nacional, em todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas. A destinação é a seguinte: 45% para a própria paróquia aplicar em programas de promoção humana; 35% para a Diocese aplicar na mesma finalidade; 10% para a CNBB Regional e 10% para a CNBB Nacional.

Objetivos
Para que o objetivo geral seja atingido, são propostos objetivos específicos:
Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz. Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns. Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência. Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa. Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz. Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança. Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência. Apoiar as políticas governamentais valorizadas dos direitos humanos. Realizar uma melhor convivência com as pessoas

História
Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal no Rio Grande do Norte, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
Em seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado de Ação Social era Dom Eugênio de Araújo Sales, e por isso, Presidente da Cáritas Brasileira. O fato de ser Administrador Apostólico de Natal explica que a Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.
Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.
Em 20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma intitulado: Campanha da Fraternidade - Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma. Em 1965, tanto Cáritas quanto Campanha da Fraternidade, que estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. Em 1967, começou a ser redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.
Em 1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal continua enriquecendo a abertura da CF.
De 1963 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico que exige a participação de todos na sua solução. É grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação da Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos de fraternidade, de exercício de pastoral de conjunto em prol da transformação de situações injustas e não cristãs. É precioso meio para a evangelização do tempo quaresmal, retomando a pregação dos profetas confirmada por Cristo, segundo a qual a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos.
A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

Hino da Campanha da Fraternidade 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Em 2011, tudo lembra o primeiro lugar

São vários algarismos ¨um¨... Que seja primeiro lugar de tudo o que há de bom! Vejam estas curiosidades do ano 2011:  Neste ano temos as seguintes datas interessantes: 1/1/11; 11/1/11 ; 1/11/11 e 11/11/11. Mas há mais: some os dois últimos dígitos do ano em que você nasceu com a idade que terá este ano. O resultado será 111. Faça as contas no seu caso, dos seus familiares, amigos, etc. O resultado é sempre 111, execepto se nasceu de 2000 em diante, em que o mesmo será 11. Conclusão: qualquer que seja a sua idade, há sempre 11.111 maneiras (pelo menos) de se amar o ano que vivemos e toda a vida que temos para fazer o bem!

O maior Museu Virtual do mundo

Olha que coisa mais linda. Para o seu deleite! 

Sensacional! Trata-se de uma relíquia de inestimável valor para quem aprecia a Arte.
Ao clicar sobre o nome do autor surgem obras de sua autoria.
Aprecie, desfrute, divulgue e guarde com carinho!


O MAIOR MUSEU VIRTUAL DO MUNDO:

Sobre joguinhos no facebook, no orkut e etc...

Em relação a joguinhos, não sou contra, apenas não gosto nem tenho tempo para eles. Sinceramente, prefiro livros a eles.


Quando os medíocres tomam o poder, os sábios são exilados...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Segue um texto (motivado por um filme), que ilustra muito bem o que é o relacionamento entre o "Estado" e o indivíduo. Importante para refletirmos sobre o que nos acontece...
Estou com um sono meio que anormal. Parece que meu corpo prefere me anestesiar de tantas notícias que se misturam. Mas, sei que não são enredos de filme, são situações que afligem muitos seres: pessoas, animais, vegetação, solo, vida... E ainda há corações tão gelados que só pensam em lucrar com o sofrimento dos outros.

Que Deus sempre nos abençoe!

Terezinha Fatima Martins.







MEU CONTATO COM A MÚSICA ERUDITA - Vivaldo Lima de Magalhães

Às vezes, nos sentimos impelidos a falar de amenidades. Principalmente nos momentos de armistício, que é uma pausa entre duas guerras. Verdadeiramente, há quem afirme que o mundo nunca experimentou um instante sequer de paz. Nos momentos de trégua deveríamos aproveitar a oportunidade para refletir e fazer uma reciclagem do nosso acervo mental para eliminar o lixo poluidor. Meditar, relaxar e ouvir uma boa música, seria o ideal, mas na prática, enquanto estivermos mergulhados em problemas de toda ordem, isso é muito difícil. Concordo com os que afirmam que a música, em todos os sentidos, deveria estar presente em tempo integral na vida das pessoas. Além da energia que transmite, é uma verdadeira terapia para corpo e alma.
Diz o poeta que "a vida é combate, que os fracos abate, os bravos e fortes só pode exaltar..." Com outras palavras, Ary Barroso fala da mesma coisa quando afirma: "A vida é uma escola onde a gente precisa aprender a ciência de viver pra não sofrer..." Enquanto isso vai-se vivendo e aprendendo. Sair um pouco dessa "roda viva", descansar, ir à praia, ouvir música, aliviar o stress.
Não sou um estudioso da música erudita. O Álvaro encontrou no amigo Oderfla o seu maior incentivador para despertar o interesse pela música clássica. Essa empatia trouxe-lhe à tona um sentimento que lhe era inato. Como aficionado da música erudita, apreciador dos grandes compositores, o Álvaro nunca desprezou essa fonte para compor personagens e “trilhas sonoras” em seus trabalhos literários.
No meu caso, comecei a me interessar por esse gênero de música, assistindo operetas com os atores-cantores Nelson Eddy e Jeanette Mac Donald no cinema, nos anos 50, reprises de filmes produzidos nos anos 30 e 40, que meus pais apreciavam muito. Gostava também de assistir filmes que retratavam a vida dos grandes compositores, a exemplo de Strauss, Chopin, Paganini, Liszt e outros. Após as sessões cinematográficas eu ficava rememorando as músicas tocadas nos filmes, a semana inteira, possuído por um verdadeiro estado de graça. Lembro que num filme sobre a vida de Johann Strauss Jr, o personagem, percorrendo os bosques de Viena numa carruagem, buscava inspiração para compor uma valsa. Depois, feliz por ter concretizado o seu trabalho, passou a cantarolar e a reger na própria atmosfera do bosque que naquele instante lhe servia de inspiração e/ou estímulo.
A mensagem que a música clássica me passa vem mais da minha sensibilidade e da emoção que do conhecimento. A falta de oportunidade e a minha incapacidade de percepção dos detalhes que compõem a obra de um autor, em todos os seus aspectos, me impedem de fazer qualquer tipo de comentário crítico com profundidade e discernimento. Precisaria de algumas aulas ou mesmo um curso completo de música.
Quando cursei o 1º grau na Bahia, estudei a disciplina “Canto Orfeônico”, onde aprendi a solfejar e ter noções de teoria musical. Aprendi também a confeccionar pautas musicais, tendo como base os ensinamentos de Guido D’Arezzo, monge italiano que viveu no início do séc. XI, e que deu nome às notas na escala musical. Tudo isso para mim foi inútil. Eu esperava coisa melhor, porque tinha a pretensão de tornar-me um violinista. Não havia instrumentos musicais na sala de aula, e as aulas teóricas, com o passar do tempo, foram ficando cada vez mais insuportáveis. O filme que assistira sobre a vida de Paganini me empolgou bastante. A imagem do personagem executando o “Mótuo Perpétuo” ficou retida em minha mente por muito tempo. Aproveitava todas as oportunidades quando me encontrava a sós para imita-lo. De posse de um violino imaginário, começava a executar, em minha fantasia, o Mótuo Perpétuo, girando pelos quatro cantos da casa, me estendendo pelo quintal e retornando ao ponto de partida. Para a realização desse sonho eu teria que estudar num conservatório de música, mas naquelas circunstâncias não havia nenhuma chance para a concretização desse sonho, que se tornou impossível...
O rádio era outro veículo - além do cinema - que me permitia a ouvir música clássica. Em minha casa não havia toca-discos. Às vezes eu escutava o tio Rubem, ao violino, tocar algumas valsas. Ele nunca estudou música, tocava de ouvido e só aparecia lá em casa nos dias de folga. Naquela época, durante a 2ª Guerra, servindo como sargento do Exército, estava sempre de prontidão.
Só comprei o meu primeiro toca-discos em 1962, na Cássio Muniz. Foi quando tive a oportunidade de adquirir os LPs de Ray Coniff, Billy Vaugn, Bert Kempfert, Don Costa, Glenn Miller e outros. Os discos de músicas clássicas eram muito caros para o meu padrão de consumo. Limitava-me a ouvir os clássicos através das rádios MEC e JB, em horários especiais. Não era em qualquer loja que a gente encontrava discos clássicos. A loja mais conhecida era a Palermo, que ficava no Largo da Carioca, próximo à Rua Gonçalves Dias. Ali se encontrava quase todos os gêneros de música, inclusive de intérpretes internacionais.
Quando entrei para a Faculdade Nacional de Filosofia - Fnfi, a maioria de meus colegas apreciava a música erudita. Não havia como deixar de me inserir neste contexto. Então procurei, ainda que superficialmente, ler tudo sobre música erudita. Assim eu poderia ter um mínimo de conhecimento para trocar ideias e emitir opiniões sobre o assunto, diante de colegas com conhecimentos muito mais avançados. Foi o amigo Arquimedes, ex-colega de faculdade, quem me indicou as discotecas da Maison de France, e do MEC, que emprestavam discos ao público interessado em músicas eruditas. Na Maison, tive a oportunidade de pegar por empréstimo obras de Debussy, Ravel e Chopin, quando pude então apreciar com maior tranquilidade essas preciosidades, em meu quarto, no Méier, num estéreo portátil, comprado na loja Rei da Voz, da Senador Dantas. O Eugênio, amigo do Arquimedes, também teve, de certa forma, influência nestes meus contatos e envolvimento com a música clássica. Nessa época passei a frequentar, em companhia desses dois amigos, o Municipal - de paletó e gravata -, o que era obrigatório para assistir os espetáculos programados naquele teatro.
Se o Álvaro se inspirou no Oderfla para passar a gostar da música erudita, para mim foram Eugênio e Arquimedes que tiveram um papel importante na obtenção de conhecimentos de obras de compositores que anteriormente só conseguia ouvir fragmentos. Atualmente, quando eu ouço alguma música clássica,  consigo identificar  alguns autores que tiveram  suas obras mais divulgadas e chegaram ao alcance do público.  A música clássica que me deu uma grande emoção, certamente, não foi a primeira que eu tivesse ouvido. Mas, com toda certeza, foi “Pavana por uma princesa morta”, de Ravel. Eu tinha na época uns dez anos de idade. Não sabia o nome da música e, menos ainda, o de seu compositor. Essa música fazia parte da trilha sonora de uma rádio-novela, que também não me lembro qual era.  Pavana me fazia mergulhar numa espécie de melancolia benfazeja, deixando-me por longo tempo introspectivo, meditabundo. Ainda hoje, quando tenho a oportunidade de ouvi-la, sinto a mesma sensação.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Avaliação escolar planejada favorece o desenvolvimento das atividades em sala de aula

Observe-se bem a manchete: "avaliação escolar planejada". Planejamento supõe leituras para a aquisição de bases teóricas; debate de ideias; comprometimento; responsabilidade; formação continuada; utilização de vários instrumentos avaliativos, não apenas restritos a provas; trabalho constante com as diferenças individuais (o que não é nada tão simples como apenas "dizer-que-faz-e-não-fazer"); entender que professor e aluno são indivíduos importantes nesse processo e não devem ser vistos apenas como "máquinas que apresentam resultados", segundo supõe vã filosofia de algumas instituições escolares - destaques meus.


Avaliação escolar planejada favorece o desenvolvimento das atividades em sala de aula



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O machismo feminino

* Encontrei esse assunto em: http://jeniffersantos.tumblr.com/post/2670320156/o-machismo-feminino


Coluna Malu Fontes publicada em 09 de janeiro de 2011; jornal A Tarde, SSA/Ba Caderno Revista da TV



*Malu Fontes *é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da
Facom-UFBA. Texto publicado em 09 de Janeiro de 2011 no jornal A Tarde,
Salvador/BA. maluzes@gmail.com

Há uma semana, tomou posse a primeira mulher brasileira eleita para a
Presidência da República. Nas primeiras horas do Governo Dilma Rousseff,
nove mulheres assumiram ministérios, ocupando um quarto do primeiro escalão,
25% das indicações mais importantes. No entanto, a personagem feminina que
mais chamou atenção dos meios de comunicação não foi nenhuma dessas
mulheres, mas uma moça até então desconhecida, até mesmo para a maioria dos
habituais telespectadores do noticiário público. Após ser exibida pelas
câmeras de TV que transmitiam a posse para o Brasil e o mundo, Marcela
Temer, uma mulher de 27 anos, bonita e casada com o vice-presidente da
República, Michel Temer, tornou-se, para usar um termo usado e repetido pela
imprensa durante a semana, o grande ‘furor’ da posse de Dilma Rousseff.


Para além da repercussão, sempre em tons de imprensa cor-de-rosa, gerada
pela associação entre os dotes físicos de Marcela, uma ex-miss, e seu
casamento com um homem poderoso e 40 anos mais velho, o que ficou
escancarado em 11 de cada 10 comentários emitidos a respeito da
vice-primeira dama foi a proximidade grosseira entre o machismo arraigado
dos homens brasileiros e o das mulheres, de todas as idades, classes sociais
e áreas de atuação. Se há um território fértil e propício, hoje, à análise
das repercussões e dos desdobramentos dos fatos veiculados na TV, são as
redes sociais, acompanhadas de blogs e congêneres. O que não quer dizer, de
modo algum, que, neste caso, os grandes portais de notícias, tidos como mais
sérios e profissionais, não tenham também mordido a maçã da maledicência e
da vulgaridade e dedicado a Marcela os mesmos adjetivos e trocadilhos
derrapados na condenação moral.

Marcela tem 27 anos e há sete está casada com Michel Temer, com quem tem um
filho caminhando para os dois anos. Ou seja, não deu o golpe da barriga para
casar e nada a associa a uma doidivanas de ocasião que, diante do poder à
vista, caiu na rede do coroa que aqui e ali sentará na Presidência da
República. Nesses sete anos, pelo que se saiba, nunca foi vista expondo sua
figura na Medina (sim, O Clone está de volta), nem tampouco arrastando seu
sári no mercado (Glória Perez, idem, em Caminho das Índias). Mas bastou
aparecer diante das câmeras no Parlatório da Posse e na Rampa do Palácio,
durante a solenidade de posse de Dilma e Temer, para Marcela se tornar o
alvo irresistível de um corolário de julgamentos morais para lá de
demonizadores.

*FORA DE FORMA* - Se durante esta semana algum brasileiro não viu ou ouviu
qualquer referência a Marcela Temer, certamente estava ilhado nas enchentes
da Austrália. Apareceu de tudo na TV e na Internet. De fotógrafa oportunista
querendo ganhar uns trocados com fotos de desfile de concurso de beleza
quando ela não passava de adolescente, a jornalistas e atrizes-modelos a
destilarem veneno contra a moça. A jornalista Mônica Waldvogel, uma das
papisas do tucanato ainda desconsolado, da GloboNews, escreveu em seu
twitter que Marcela estava muito mal vestida e deselegante para a ocasião.
Beth Lago, um tanto fora de forma para quem preza tanto a dos outros, em uma
conversa de comadre com a eternamente jovem e irretocável Ana Maria Braga,
levou intermináveis minutos aplicando a Marcela condenações estéticas que
tornaram as de Waldvogel elogios de primeira grandeza.

Após uma semana diante da imagem de Marcela na TV, e, diga-se, de nenhuma
aparente disposição inicial dela para alimentar o circo montado à sua
revelia em torno de sua imagem (sim, os produtores do Fantástico devem estar
negociando as mães para Patrícia Poeta ser recebida pela vice-primeira dama
no Palácio do Jaburu, a residência oficial dos vices-presidentes), e diante
das repercussões nos jornais e nas redes sociais, o que se tem, de concreto,
é uma lição e tanto sobre os modos de manifestação do machismo masculino
(era para ser redundante, mas, neste caso, não é) e feminino.


*MERCADO DAS CARNES *- As mulheres não perdoam Marcela por ela ser jovem,
bela e casada com o um homem poderoso. Se ela tem tudo isso, claro, precisa
ser automaticamente descompensada do ponto de vista moral: tem isso porque é
uma vendida imoral, uma alpinista social, a típica *social climber*,
insinuam todas, quase em uníssono. Os homens, em seus elogios sexuais de
morcego (assopram e mordem), sobretudo os mais jovens e menos endinheirados,
já que a desejam e não podem tê-la, a ela se referem como a gostosa, mas ao
mesmo tempo como uma caçadora de velhos poderosos e, consequentemente, uma
mulher do tipo comprável por um bom dinheiro idoso no mercado das carnes
humanas, exclusivamente por seu potencial erótico-estético e por sua
jovialidade e beleza.

As mulheres belas e jovens somente serão perdoadas e redimidas da
imoralidade que o machismo imprime sobre elas, sobretudo o machismo
feminino, se fizerem votos de castidade e pobreza e dedicarem-se ao
borralho. Ou se elegerem como parceiros amorosos personagens bíblicos,
feridentos, andarilhos e maltrapilhos, preferencialmente eunucos a quem
serão fiéis por toda a vida. Ah, a inveja é um sentimento que sabe
travestir-se de moralidade que é uma beleza.


Resíduo

De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficam poucas
roupas, poucos véus rotos,
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
de teu áspero silêncio
um pouco ficou um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
nos pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
no consoante?
no poço
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo fica um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
do vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver...de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas tudo, terrível, fica um pouco.
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço do cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte de escarlate
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.

Às vezes um botão. Às vezes um rato.



(Carlos Drummond de Andrade)


Partilhar coisas boas!







‎"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina". - Cora Coralina (em exposição no CCBB, Rio de Janeiro).

O ato de educar

MENSAGEM

O ato de educar


O ato de educar não é mecanicamente profissional.
O ato de educar é de mais árdua paixão, de amor incondicional, de amor sem limites.
O ato de educar exige engajamento, comprometimento, abnegação.
É uma luta física e mental diária onde buscamos muito mais do que um simples salário no fim do mês...
Buscamos atingir todos os objetivos...
Desenvolver todas as habilidades...
Orientar todos os conhecimentos...
Facilitar todas as aprendizagens...
O prêmio?
É a realização pessoal vinda através de um sorriso de criança frente a uma nova descoberta.
Somos, sim! Sonhadores de um mundo justo repleto de cidadãos críticos,questionadores, participantes,
ativos numa Sociedade que deve ser igualitária, digna, honesta...
Acreditamos no ato de educar em busca do nosso sonho.
Ousamos no desafio de inovar dentro da sala de aula.
Somos partículas de Deus enviadas especialmente para essa sublime missão: Educar!

Onde é que está escrito?

‘Onde é que está escrito que a vida tem que ser difícil e injusta?
Onde é que está escrito que as coisas têm de que ser complicadas?
Onde é que está escrito que não podemos mudar?
Onde é que está escrito que a vida tem que ser um sacrifício?
Onde é que está escrito que não há outra forma de viver?

Está recordado(a) da primeira auto-publicação de Didier Calado, ‘Evolução’? Já o leu? Didier Calado auto-publica agora a sua segunda obra, ‘Evolução II’, um livro que pretende continuar a ‘desmistificar’ a mente humana e a contribuir para uma valorização do dia-a-dia de todos nós: saber viver bem e sem medos!




http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/evolucao-ii/9789898413192/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

DEMOCRACIA: VIVA A DEMOCRACIA! Texto de Vivaldo Lima de Magalhães

Há cerca de dois anos fiz um artigo, publicado no site PARA LER E PENSAR, intitulado "DEMOCRACIA, VIVA A DEMOCRACIA". Vou transcrevê-lo a seguir para você ler e opinar.

DEMOCRACIA: VIVA A DEMOCRACIA!
Texto de Vivaldo Lima de Magalhães

Não há nada mais agradável do que debater um assunto de forma lúdica, saudável, com pessoas inteligentes, de opinião própria e que permitem o diálogo franco, aberto e sem “frescuras”. Essa oportunidade, nestes últimos dias, me tem sido oferecida por minha amiga e comadre Esmeralda. A ela, com meus agradecimentos, respeito e pela sólida amizade desenvolvida ao logo desses 40 anos.

Todos temos o direito de expor livremente nossa opinião. Viva a democracia! Viva a democracia, mas nem sempre ela é praticada como deveria ser. Mas viva a democracia, porque podemos expor nossas ideias, nossas atitudes, nossos projetos. Infelizmente, na política prevalece a mentira, a malandragem e as maracutaias dos que nos representam no congresso nacional e na presidência da República... Esse, com certeza, é o maior problema, que não é exclusivo do nosso país. Obviamente, não devemos generalizar. Há políticos íntegros? Há sim. Uma minoria respeitável, mas sem muito poder de decisão. Por outro lado, o circo político armado ao nosso redor é monumental. Visível nas campanhas eleitorais e instalado por 4, 8 anos, em forma de rodízio, passando de geração a geração. É vergonhoso? É sim. Mudam-se os atores, mas as comédias são as mesmas, interpretadas por um elenco de canastrões e bufões sem talento, que nos agridem e provocam mais sisudez que sorrisos; ira ao invés de aplausos. Complementado por um show de corrupção, animado por hábeis parlamentares, de passado político duvidoso, aparecendo como "salvadores da pátria"; deputados e senadores se defrontam; um verdadeiro festival de disputa de egos. “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.” Esta máxima, atribuída a Salomão, aponta para uma das fraquezas do ser humano. Tudo isso dá-nos a impressão de que a democracia é inexeqüível. Será?...

“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? / Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes / Embuçado nos céus?” O desabafo do poeta dos escravos, poderia perfeitamente se encaixar nesse contexto, representando o desespero do povo brasileiro, diante dos desmandos e incompetência de seus governantes. Que fazer para resolver essas questões?... Deixar como está para ver como é que fica, seria a solução?... Existem verdadeiros tratados com receitas prontas para o estabelecimento da paz e da justiça social. Filosofias, religiões, ciências políticas e uma série de “ismos”. Nenhum desses elementos resolveu esta questão crucial em nosso orbe terrestre. E agora, como é que ficamos? Desde criança ouço dizer que a educação é fundamental para a formação moral, social e intelectual do homem. Seria esta a solução? Povo educado é igual a político educado, que é igual a uma nação educada e civilizada (com redundância). Esta seria a solução. Todavia, na verdade, não é a educação que a gente recebe na escola ou nas universidades que irá EDUCAR o homem. Os presídios estão repletos de pessoas com esse tipo de educação. Para os mestres no assunto, a “educação” recebida nas escolas e universidades chama-se instrução e/ou erudição. A educação não pode ser uma atividade social. Para o filósofo Rohden, a educação se reflete na sociedade, mas está radicada no indivíduo. Diz o mestre que o processo educativo não é realizado de fora para dentro, porque só existe auto-educação. Outros não podem educar-me; só podem mostrar-me o caminho pelo qual eu me possa educar.
Temos que admitir que nos falta uma disciplina ética avançada. Rohden diz, ainda, que se o homem não consegue realizar os valores que estão dentro de sua consciência, é porque ignora que é de fato capaz. Não acredita nas suas potencialidades e, geralmente, sucumbe seduzido pelo canto da sereia. Façamos como os bons navegadores, a exemplo de Ulisses: tampe os ouvidos para o canto da sereia, navegando com toda segurança de volta para Ítaca. A culpa não é do Brasil, nem de ninguém. É da falta de evolução superior da humanidade. 

O certo é que o verdadeiro governante não governa pelo que diz. Faz externamente pelo que ele é internamente, orientado pela prática da ética diária. Afirma Rohden que quando o povo começar a perceber essa virtude do governante, não pelo seu fazer demagógico, obedecerá espontaneamente às suas leis e decretos. Não haverá conflitos – enfatizou -, isso transcende qualquer reação violenta dos governados. E o povo, embora governado, tem a sensação de ser ele o próprio governo. Isso funciona como a mais perfeita forma da democracia, gerando mais união do que desunião. Benevolência é mais eficiente do que violência. Foi este o segredo de dois grandes estadistas de nossa história: 

1º "A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo." (Abraham Lincoln). 

2º “Toda violência é sinal de fraqueza - toda benevolência é indício de força”. (Mahatma Gandhi). 

Tudo isso é utopismo, seria a reação da maioria dos amigos ao terminarem de ler este breve texto. Todavia, vale a pena lembrar que o termo Utopia, inventado pelo escritor e advogado Thomas More, no século XVI, “consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real”. No entanto, para Ernest Bloch não. Na opinião do pensador judeu-alemão falecido em 1977, o uso do termo utopia, apesar de ser o mais corriqueiro e célebre, parece-lhe limitado. É apenas um dos aspectos de como o fenômeno utópico aparece. Por outro lado, segundo Bloch, utopia é uma manifestação intelectual "do pressentimento da esperança", um quadro imaginário e impreciso do porvir, e que ao contrário de manifestar-se como uma inconsequente fabulação, é fato fundamental na construção do futuro. O futuro é promissor.