Introdução
Postagens populares
-
Estive em Natal (RN), para participar e apresentar trabalho no evento "Mulher e Literatura", (importante para a formação no Mes...
-
Bakhtin e Bronckart são importantes para o estudo sobre análise do discurso: o primeiro, para compreender melhor seus textos e pela visão am...
-
Apresentamos apenas alguns exemplos. O espírito de pesquisa de cada um deverá encontrar novas contribuições e isso é muito importante para...
-
Orações subordinadas adverbiais 1. (Turismo Morumbi-SP) Classifique a oração destacada: Não és mais prudente que eu : a) subordinada adver...
-
Há tempos não os vejo... Todos os dias, quando criança e até a adolescência eu os via com frequência As borboletas cumprimentavam-me As joa...
-
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 – Tema: Fraternidade e vida no planeta. Lema: A criação geme em dores de parto. A criação grita, em ...
-
* (Clique na foto para ampliar) Conhecia Barbara Freitag através de alguns artigos e algumas de suas obras: 1- Teorias da Cidade, "que...
-
http://www.educared.org/global/certameninternacional/navidad-2010 ¡Jou jou jou!! Feliz Navidad! En la navidad del 2010, en el Certamen I...
-
Estranho o fato de atualmente comentarem sobre o Bullying. Ele sempre existiu. Encarnações, apelidos, chacotas (mofa, zombarias, gracejos, s...
-
http://www.fl.ul.pt/pessoais/cgouveia/index.html http://www.fl.ul.pt/pessoais/cgouveia/ uerj-oficina.pdf
Total de visualizações de página
http://www.lokaliza.com.br
Notícias
sábado, 11 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
vale gouvinhas meu amor: Apenas uma bela casa...
A casa é de fato muito bela! Esta casa fica em Vale de Maior? Estou cá no Brasil, em minha casa, construída no quintal de minha avó Filomena e fico a imaginar como teria sido a infância dela aí nessas terras. A primeira vez que ela veio para o Brasil ela estava com nove anos. Portanto muito deve ter brincado por aí a correr, a subir em árvores, fazer as traquinagens comuns às crianças. Certamente brincou com a prima Delmina e tantas outras crianças da família. Morou numa casa, protegida por Deus, pelos pais dela, as tias que viviam na vizinhança... Enfim, há todo um histórico de vida infantil passado aí em Portugal. Depois, a família retornou para buscar as irmãzinhas de minha avó que tinham ficado aí, com vocês (seus antepassados, comuns aos meus...). À época do retorno minha avó estava com 14 anos, adolescente! Ficou aí durante um ano. Perdeu a irmãzinha dela, Brízida, nesse período. Voltaram para o Brasil trazendo a Hilda (ou Ilda, não sei como fora registrada). Vieram, mas trouxeram lembranças e deixaram-nas também. Quem guarda essa lembranças aí para vocês hoje é a prima Delmina e os arquivos de cartórios, igrejas, as memórias dos que ficaram. Muitas dessas memórias quem as narrou para mim em seu e-mails foi o primo José Ribeirinha, a quem todos nós aqui somos muito gratos. Sem contar os telefonemas à prima Maria Tereza, correios eletrónicos do primo Rui Sá, Humberto e Vasco. Muitas emoções e grandes alegrias devemos a vocês todos! Perdoe-me por chamá-los a todos de primos, mas temos realmente, laços de família. Pertencemos a uma casa portuguesa, com certeza!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Mar português
Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos,quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador.
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fonte: www.fisica.ufpb.br
sábado, 31 de janeiro de 2009
A Palavra Seda
João Cabral de Melo Neto
A atmosfera que te envolve
atinge tais atmosferas
que transforma muitas coisas
que te concernem, ou cercam.
E como as coisas, palavras
impossíveis de poema:
exemplo, a palavra ouro,
e até este poema, seda.
É certo que tua pessoa
não faz dormir, mas desperta;
nem é sedante, palavra
derivada da de seda.
E é certo que a superfície
de tua pessoa externa,
de tua pele e de tudo
isso que em ti se tateia,
nada tem da superfície
luxuosa, falsa, acadêmica,
de uma superfície quando
se diz que ela é “como seda”.
Mas em ti, em algum ponto,
talvez fora de ti mesma,
talvez mesmo no ambiente
que retesas quando chegas,
há algo de muscular,
de animal, carnal, pantera,
de felino, da substância
felina, ou sua maneira,
de animal, de animalmente,
de cru, de cruel, de crueza, que sob a palavra gasta
persiste na coisa seda.
(Quaderna, 1956-1959)
Fonte: www.academia.org.br
