Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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Notícias

sábado, 11 de abril de 2009

Com carinho, a todos que passam por aqui...


Pretendo fazer desse simples espaço um lugar para reunião de pensamentos, algumas ideias, poesias, reflexões, recordações, amenidades, divagações e, às vezes, espaço para jogar conversa fora.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

vale gouvinhas meu amor: Apenas uma bela casa...

vale gouvinhas meu amor: Apenas uma bela casa...

A casa é de fato muito bela! Esta casa fica em Vale de Maior? Estou cá no Brasil, em minha casa, construída no quintal de minha avó Filomena e fico a imaginar como teria sido a infância dela aí nessas terras. A primeira vez que ela veio para o Brasil ela estava com nove anos. Portanto muito deve ter brincado por aí a correr, a subir em árvores, fazer as traquinagens comuns às crianças. Certamente brincou com a prima Delmina e tantas outras crianças da família. Morou numa casa, protegida por Deus, pelos pais dela, as tias que viviam na vizinhança... Enfim, há todo um histórico de vida infantil passado aí em Portugal. Depois, a família retornou para buscar as irmãzinhas de minha avó que tinham ficado aí, com vocês (seus antepassados, comuns aos meus...). À época do retorno minha avó estava com 14 anos, adolescente! Ficou aí durante um ano. Perdeu a irmãzinha dela, Brízida, nesse período. Voltaram para o Brasil trazendo a Hilda (ou Ilda, não sei como fora registrada). Vieram, mas trouxeram lembranças e deixaram-nas também. Quem guarda essa lembranças aí para vocês hoje é a prima Delmina e os arquivos de cartórios, igrejas, as memórias dos que ficaram. Muitas dessas memórias quem as narrou para mim em seu e-mails foi o primo José Ribeirinha, a quem todos nós aqui somos muito gratos. Sem contar os telefonemas à prima Maria Tereza, correios eletrónicos do primo Rui Sá, Humberto e Vasco. Muitas emoções e grandes alegrias devemos a vocês todos! Perdoe-me por chamá-los a todos de primos, mas temos realmente, laços de família. Pertencemos a uma casa portuguesa, com certeza!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Quadrilha

Carlos Drummond Andrade

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a Quadrilha deste momento
inunda minha vida inteira.

Fonte: Memória Viva

Mar português

Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos,quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador.
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fonte: www.fisica.ufpb.br

sábado, 31 de janeiro de 2009

A Palavra Seda

João Cabral de Melo Neto

A atmosfera que te envolve
atinge tais atmosferas
que transforma muitas coisas
que te concernem, ou cercam.

E como as coisas, palavras
impossíveis de poema:
exemplo, a palavra ouro,
e até este poema, seda.

É certo que tua pessoa
não faz dormir, mas desperta;
nem é sedante, palavra
derivada da de seda.

E é certo que a superfície
de tua pessoa externa,
de tua pele e de tudo
isso que em ti se tateia,

nada tem da superfície
luxuosa, falsa, acadêmica,
de uma superfície quando
se diz que ela é “como seda”.

Mas em ti, em algum ponto,
talvez fora de ti mesma,
talvez mesmo no ambiente
que retesas quando chegas,

há algo de muscular,
de animal, carnal, pantera,
de felino, da substância
felina, ou sua maneira,

de animal, de animalmente,
de cru, de cruel, de crueza, que sob a palavra gasta
persiste na coisa seda.

(Quaderna, 1956-1959)

Fonte: www.academia.org.br

domingo, 25 de janeiro de 2009

“Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento, assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade.” (Alberto Caeiro)

- Desejo-vos uma semana de muita luz, paz e bem!