Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

DEMOCRACIA: VIVA A DEMOCRACIA! Texto de Vivaldo Lima de Magalhães

Há cerca de dois anos fiz um artigo, publicado no site PARA LER E PENSAR, intitulado "DEMOCRACIA, VIVA A DEMOCRACIA". Vou transcrevê-lo a seguir para você ler e opinar.

DEMOCRACIA: VIVA A DEMOCRACIA!
Texto de Vivaldo Lima de Magalhães

Não há nada mais agradável do que debater um assunto de forma lúdica, saudável, com pessoas inteligentes, de opinião própria e que permitem o diálogo franco, aberto e sem “frescuras”. Essa oportunidade, nestes últimos dias, me tem sido oferecida por minha amiga e comadre Esmeralda. A ela, com meus agradecimentos, respeito e pela sólida amizade desenvolvida ao logo desses 40 anos.

Todos temos o direito de expor livremente nossa opinião. Viva a democracia! Viva a democracia, mas nem sempre ela é praticada como deveria ser. Mas viva a democracia, porque podemos expor nossas ideias, nossas atitudes, nossos projetos. Infelizmente, na política prevalece a mentira, a malandragem e as maracutaias dos que nos representam no congresso nacional e na presidência da República... Esse, com certeza, é o maior problema, que não é exclusivo do nosso país. Obviamente, não devemos generalizar. Há políticos íntegros? Há sim. Uma minoria respeitável, mas sem muito poder de decisão. Por outro lado, o circo político armado ao nosso redor é monumental. Visível nas campanhas eleitorais e instalado por 4, 8 anos, em forma de rodízio, passando de geração a geração. É vergonhoso? É sim. Mudam-se os atores, mas as comédias são as mesmas, interpretadas por um elenco de canastrões e bufões sem talento, que nos agridem e provocam mais sisudez que sorrisos; ira ao invés de aplausos. Complementado por um show de corrupção, animado por hábeis parlamentares, de passado político duvidoso, aparecendo como "salvadores da pátria"; deputados e senadores se defrontam; um verdadeiro festival de disputa de egos. “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.” Esta máxima, atribuída a Salomão, aponta para uma das fraquezas do ser humano. Tudo isso dá-nos a impressão de que a democracia é inexeqüível. Será?...

“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? / Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes / Embuçado nos céus?” O desabafo do poeta dos escravos, poderia perfeitamente se encaixar nesse contexto, representando o desespero do povo brasileiro, diante dos desmandos e incompetência de seus governantes. Que fazer para resolver essas questões?... Deixar como está para ver como é que fica, seria a solução?... Existem verdadeiros tratados com receitas prontas para o estabelecimento da paz e da justiça social. Filosofias, religiões, ciências políticas e uma série de “ismos”. Nenhum desses elementos resolveu esta questão crucial em nosso orbe terrestre. E agora, como é que ficamos? Desde criança ouço dizer que a educação é fundamental para a formação moral, social e intelectual do homem. Seria esta a solução? Povo educado é igual a político educado, que é igual a uma nação educada e civilizada (com redundância). Esta seria a solução. Todavia, na verdade, não é a educação que a gente recebe na escola ou nas universidades que irá EDUCAR o homem. Os presídios estão repletos de pessoas com esse tipo de educação. Para os mestres no assunto, a “educação” recebida nas escolas e universidades chama-se instrução e/ou erudição. A educação não pode ser uma atividade social. Para o filósofo Rohden, a educação se reflete na sociedade, mas está radicada no indivíduo. Diz o mestre que o processo educativo não é realizado de fora para dentro, porque só existe auto-educação. Outros não podem educar-me; só podem mostrar-me o caminho pelo qual eu me possa educar.
Temos que admitir que nos falta uma disciplina ética avançada. Rohden diz, ainda, que se o homem não consegue realizar os valores que estão dentro de sua consciência, é porque ignora que é de fato capaz. Não acredita nas suas potencialidades e, geralmente, sucumbe seduzido pelo canto da sereia. Façamos como os bons navegadores, a exemplo de Ulisses: tampe os ouvidos para o canto da sereia, navegando com toda segurança de volta para Ítaca. A culpa não é do Brasil, nem de ninguém. É da falta de evolução superior da humanidade. 

O certo é que o verdadeiro governante não governa pelo que diz. Faz externamente pelo que ele é internamente, orientado pela prática da ética diária. Afirma Rohden que quando o povo começar a perceber essa virtude do governante, não pelo seu fazer demagógico, obedecerá espontaneamente às suas leis e decretos. Não haverá conflitos – enfatizou -, isso transcende qualquer reação violenta dos governados. E o povo, embora governado, tem a sensação de ser ele o próprio governo. Isso funciona como a mais perfeita forma da democracia, gerando mais união do que desunião. Benevolência é mais eficiente do que violência. Foi este o segredo de dois grandes estadistas de nossa história: 

1º "A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo." (Abraham Lincoln). 

2º “Toda violência é sinal de fraqueza - toda benevolência é indício de força”. (Mahatma Gandhi). 

Tudo isso é utopismo, seria a reação da maioria dos amigos ao terminarem de ler este breve texto. Todavia, vale a pena lembrar que o termo Utopia, inventado pelo escritor e advogado Thomas More, no século XVI, “consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real”. No entanto, para Ernest Bloch não. Na opinião do pensador judeu-alemão falecido em 1977, o uso do termo utopia, apesar de ser o mais corriqueiro e célebre, parece-lhe limitado. É apenas um dos aspectos de como o fenômeno utópico aparece. Por outro lado, segundo Bloch, utopia é uma manifestação intelectual "do pressentimento da esperança", um quadro imaginário e impreciso do porvir, e que ao contrário de manifestar-se como uma inconsequente fabulação, é fato fundamental na construção do futuro. O futuro é promissor.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

EDUCAÇÃO NA MÍDIA


 
08 de janeiro de 2011

TIRANDO SOM DO LIXO

Professor ganha prêmio nacional destinado a trabalhos de Educação ambiental, após criar projeto que desperta a consciência das crianças sobre a importância da reciclagem

Batucada, consciência ambiental e noções de cidadania. Crianças do 1º ao 4º ano da rede pública do Distrito Federal têm acesso a tudo isso com o projeto Percussucata, criado peloprofessor de ensino fundamental Marcelo Capucci e que, desde 2007, já ensinou mais de 26 mil crianças a trabalhar com reciclagem. Agora, veio o reconhecimento: o Percussucata ganhou o prêmio EcoPET da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), na categoria de melhor projeto de Educação ambiental do país.

A ideia do professor é transformar aquilo que viraria lixo em instrumentos musicais. Capucci leva sua bateria e baquetas feitas por ele mesmo com cabos de vassoura para as Escolas. As crianças levam as garrafas PET. Água, areia e pedras fazem das garrafas novos instrumentos de percussão, cada um com um som diferente.Antes de a “orquestra” ser montada, ele dá uma palestra explicando a importância da coleta seletiva, da reciclagem e, principalmente, do papel que cada um tem como cidadão. Para o diretor do Centro de Referência de Educação Integral do Distrito Federal, Fernando Carvalho, o aproveitamento dessas aulas pelas crianças é total. “As mudanças nos alunos são visíveis, o projeto tem tudo a ver com a filosofia da Educação”, comenta.

O trabalho de Capucci com as crianças concorreu ao prêmio EcoPET em 2010 e foi o vencedor por conseguir unir ação ambiental e Educação básica. O prêmio foi um troféu (feito com PET reciclado) e R$ 2 mil reais em dinheiro. O EcoPET existe há 11 anos e também busca projetos em outras categorias, como reportagem ambiental, arte e moda, desde que estejam relacionados ao plástico. Por trabalhar com todas as fases de produção e descarte, a associação criou o EcoPET para mostrar que é possível utilizar o material com consciência e sem agredir o meio ambiente.

Escola diferente
Para que o Percussucata pudesse se consolidar, era preciso encontrar o espaço físico de uma Escola preparada para atividades complementares. O Centro de Referência de Educação Integral do Distrito Federal da Candangolândia, inaugurado há dois anos, trabalha exatamente com a proposta de oferecer suporte de carga horária a Escolas padrões, com projetos e atividades extras. Os alunos têm aulas de conhecimentos gerais pela manhã nas Escolas regulares e, à tarde, é hora de estudar com diversão. Para Fernando Carvalho, ela é apenas uma “escola diferente”.

O desgaste do espaço físico e o barulho alto, que atrapalhava outras aulas, foram os problemas iniciais do projeto. Mas logo Capucci percebeu o caráter itinerante do Percussucata. A partir daí, o Centro de Referência mantém um contato constante com a Secretaria de Educação do GDF e, de lá, sai a indicação da Escola em que o projeto vai atuar. Isso deu oportunidade para o projeto crescer. Segundo Fernando Carvalho, o sonho agora é fazer com que o Percussucata seja um projeto nacional — perspectiva que ele vê como não muito distante.

O projeto se expandiu a ponto de conseguir um financiamento da Petrobras e, além disso, recebe apoio da Capital Recicláveis, empresa de reciclagem de lixo. Com apoio e boa vontade, Marcelo Capucci sabe que sua boa ideia cresceu. E, dia a dia, constata: “A Escolaproduz mais do que conhecimento, ela também produz cidadania”.

Percussucata contra a dengue
Aproveitando o momento de conscientização ambiental, o professor Marcelo Capucci desenvolve o Percussucata contra a dengue, um projeto que pretende relacionar a preservação do meio ambiente com o combate ao mosquito.

No fim de 2010, a parceria com a Capital Recicláveis trouxe a ideia de combater a dengue recolhendo as garrafas PET que ficavam pelas ruas, servindo como reservatório para reprodução do mosquito, e transformá-las em lixo reciclado. Ano passado, alunos de trêsEscolas do DF foram mobilizados para o recolhimento das garrafas. O incentivo era um prêmio de um aparelho MP4 para o estudante que conseguisse reunir a maior quantidade de garrafas.

“Em cinco dias, conseguimos juntar uma tonelada”, lembra Capucci, entusiasmado com o resultado do projeto. Cerca de 22 mil unidades foram recolhidas. Ao fim dos cinco dias, as garrafas foram vendidas para a Capital Recicláveis, que providenciou, então, a doação do aparelho de MP4. O dinheiro angariado fpo revertodp em doação para creches de São Sebastião.

O professor acredita que a motivação dos alunos foi além do prêmio material, porque as crianças sabiam que o dinheiro seria doado para as creches. “Os alunos se mobilizaram socialmente e começaram a entender o valor da cidadania”, disse Capucci.

A conscientização sobre a importância da limpeza urbana e doméstica mostrou também que pequenas ações são capazes de gerar grandes consequências. Marcelo Capucci acredita que a abrangência do Percussucata contra a dengue foi maior e ensinou aos alunos mais do que qualquer aula convencional conseguiria mostrar.
Fonte: Correio Braziliense (DF)

Apesar de bem formulada, provas da segunda fase avaliam o aluno de maneira inadequada - Educação - Notícia - VEJA.com

Apesar de bem formulada, provas da segunda fase avaliam o aluno de maneira inadequada - Educação - Notícia - VEJA.com

Atente-se ao português correto

Atente-se ao português correto

sábado, 8 de janeiro de 2011

Gosto de várias disciplinas! Sou transdisciplinar!

Li e gostaria de compartilhar. Seria interessante que buscássemos conhecer e contribuíssemos com opiniões.
Visitem também:


http://historica.me/forum/topic/show?id=3692464%3ATopic%3A14962

Acerte na Redação

Redação! Uma das atividades mais importantes em Língua Portuguesa. Vale mais a qualidade que a quantidade! De que adianta passar "redação para casa" se, muitas vezes, quem faz são os pais ou professores particulares? E aquelas redações que são passadas apenas para "catar" erros e não entender o pensamento d@s alunos? Não estou a dizer que não se deva corrigir os "erros"... Mas, contribuir para que a voz d@ alun@ seja visibilizada.


Acerte na Redação

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

É importante saber sobre Educação

* Carl Rogers (1985, p.125-132) mostra o que um professor que se propõe a ser facilitador da aprendizagem significativa deverá considerar:
-         liberdade para a curiosidade do aluno, permitindo que este se remeta a novas direções ditadas pelos seus próprios interesses e abrindo tudo ao questionamento e à exploração;
-         como qualidades que facilitam a aprendizagem, talvez a mais básica seja a atitude de autenticidade do facilitador. O professor sendo ele mesmo com os alunos, tendo uma atitude honesta e real quanto ao que sente e pensa em relação àquilo que é produzido pelos alunos, a probabilidade de obter sucesso é maior;
-         que o facilitador deve ter apreço, aceitação e confiança com relação ao aluno, suas opiniões e seus sentimentos. Isso faz com que o aluno sinta-se importante, um indivíduo diferenciado e não apenas mais um; e
-         a compreensão empática, que significa colocar-se na posição do aluno para compreender suas reações frente àquilo que lhe é apresentado no processo de aprendizagem.
Como métodos de trabalho, indicados por Rogers (1985, p.155-168), temos alguns abaixo:
-         trabalhar problemas significativos para os alunos;
-         colocar a disposição do aluno, os recursos relevantes a suas necessidades de aprendizagem: livros, artigos, revistas, espaço físico para trabalhar, laboratório, vídeos, músicas, mapas, palestras, pesquisas etc;
-         fazer contratos com os estudantes, nos quais estes estabeleçam seus objetivos e seus planos. Isto os ajuda a estabelecer metas que orientem o caminho a percorrer, e são úteis para solucionar dúvidas, reduzindo a insegurança do aluno;
-         inserção e envolvimento dos alunos com a vida e os problemas da comunidade;
-         incentivo à troca de experiência entre pares, onde eles possam se alternar no papel de facilitar a aprendizagem do outro. Permitir que os alunos escolham se querem trabalhar por sua conta, de forma auto-dirigida, ou pelo método convencional;
-         incentivar atividades de pesquisa, dando aos alunos orientações sobre métodos e técnicas de investigação;
-         eventualmente a instrução programada pode ser utilizada como ferramenta para aquisição de informações tais como: operar microscópio, introdução à estatística etc.;
-         os grupos de encontro (T-Group) se constituem em um recurso que, se bem utilizado, serve para reduzir defesas e ambições que dificultam a comunicação e a expressão entre os alunos; e
-         utilizar a auto-avaliação, que se constitui em um dos meios para tornar a aprendizagem auto-iniciada também uma aprendizagem responsável. O facilitador e os alunos chegam a um acordo sobre as maneiras de cada um se avaliar, incluindo critérios a serem seguidos, percepção de pontos fortes e fracos etc.

Infelizmente, no Brasil, sabe-se que poucas escolas particulares adotam esta tendência. Os mais influenciados foram os psicólogos e orientadores educacionais, segundo Luckesi(1994).

Carreira: comece 2011 com o pé direito e cresça profissionalmente - O Globo Online


Cuidemos, sim, de nossa formação. E, cuidemos, também, de não começar o ano ainda com "marcas"de outro pé direito: o do empregador que demite... Por isso, precisamos ter cautela: nem todos os espaços profissionais valorizam quem investe em suas competências . Por que ainda existe em nosso país o "não-reconhecimento"de quem investe em sua qualificação profissional?  Esse profissional passa a ser considerado "caro".


Carreira: comece 2011 com o pé direito e cresça profissionalmente - O Globo Online

De qualquer forma, é importante ler a matéria.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Presidente ou presidenta?

É de fato uma discussão polêmica. O problema não é tão simples como a consulta ao dicionário, pois lá está: presidenta. É algo ligado à preferência e que, depois, passa a ser incorporado pela língua. Quando se diz " presidenta" parece que remete à comicidade, embora esteja correto. Se não me engano já houve uma peça teatral intitulada " A presidenta" , mas eu procurei no Google e não encontrei.
Agora as mulheres alcançam cargos que antes eram apenas masculinos. Comandante, então,  passaria a comandanta; tenente/tenenta; e paciente/pacienta? Certa vez, as madres pediram para eu sentar-me ao lado do Bispo, na hora do recreio, e conversar com ele, enquanto elas se ocupavam de outras coisas naquele momento. Eu não sabia o que conversar com o Bispo (era o Dom Mauro). Entrei nesse assunto de que se houvesse uma mulher no maior cargo do Vaticano ela seria Papisa. Ele não gostou nada do rumo da prosa e disse, com a sutileza que, quem o conhece, sabe o quanto é peculiar: - " Na igreja católica nunca houve e não haverá 'papisas', apenas Papas".
Até hoje eu fico com vergonha de lembrar a vergonha que eu senti naquele momento... Tomara que as mulheres desejem ser "Papisas", "Papas", sei lá! Que um dia cheguem a esse cargo máximo do Vaticano. Por que é que não podem?  O que sei é que não queremos ser "papudas" e nem ter "papadas", rs! E a questão de não ter "papas" na língua precisa ser dosada para não ser grosseiro (a), vulgar nem deselegante.


Da Revista "Língua Portuguesa"

Coleciono a Revista "Língua Portuguesa, da Editora Segmento, onde podemos ler a seguinte matéria:

Se quisesse seguir a lei com um rigor, digamos, ortodoxo para seus hábitos, o brasileiro teria de oficialmente referir-se a Dilma Rousseff como "presidenta". Sim, a lei federal 2.749, de 1956, do senador Mozart Lago (1889-1974), determina o uso oficial da forma feminina para designar cargos públicos ocupados por mulheres. Era letra morta. Até o país escolher sua primeira mulher à Presidência da República.

Criada num pós-guerra em que os países incorporaram direitos em resposta a movimentos sociais, a lei condiciona o uso flexionado ao que for admitido pela gramática. O que daria vez à forma "presidente". O problema é que não há consenso linguístico que justifique opção contrária à lei. Em novembro, muitos professores, gramáticos e dicionaristas se apressaram em dizer que tanto "a presidente" como "presidenta" são legítimas. Mas número equivalente tomou "presidenta" como neologismo avesso ao sistema da língua.

Em comunicado, a equipe do Lexikon, que atualiza o dicionário Aulete, avalia que os substantivos e adjetivos de dois gêneros terminados em -ente não apresentam flexão de gênero terminado em -a. Por isso, não dizemos "gerenta", "pacienta", "clienta" etc. Caso fosse "presidenta", por coerência, diríamos "a presidenta está contenta" e "o presidente está contento", exemplifica o grupo.

Professor e presidente da Vestcon, Ernani Pimentel diz que "presidenta" pertence às palavras "andróginas, hermafroditas ou bissexuadas", como "pianista", "jovem", "colega", comuns de dois gêneros. Terminadas em -nte (amante, constante, docente, poluente, ouvinte...), não usam o / a para indicar gênero. O fator linguístico a limitar essa "androginia", tornando a palavra só masculina ou feminina, é o artigo (o amante, a amante); o substantivo (líquido ou água poluente); o pronome a ela ligado (nosso ou nossa contribuinte). Ao oficializar "presidenta", diz Pimentel, arrisca-se a "despender energia" 
criando "amanta", "constanta", "docenta", "poluenta", "ouvinta"...

Consagrados Linguistas de instituições como USP ponderam. Marcelo Módolo informa que, embora pareça recente, "presidenta" é termo antigo. Ao menos desde o dicionário de Cândido de Figueiredo (1899):

"Presidenta, f. (neol.) mulher que preside; mulher de um presidente. (Fem. de presidente.)"

- "Presidenta" já está consignado no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), no Houaiss; por isso, para mim, é indiferente o uso - diz Módolo.
Sua colega, Elis Cardoso de Almeida, concorda.

- Tanto faz qualquer uma das formas. O dicionário as aceita, embora se saiba que substantivos formados por -nte são comuns de dois gêneros, invariáveis, portanto: (o,a) estudante, assistente, etc. Por essa lógica, deveríamos ter (o,a) presidente.

Na prática, é improvável que a questão cause crises, e é esperado que a preferência se resolva nas situações comunicativas.

- Prefiro "a presidente" com base em outros vocábulos, como "a gerente", "a atendente", "a pretendente" etc. Todavia, quem quer falar "a presidenta", "a gerenta" ou "a atendenta", que fale. Não gosto, mas quem sou para condenar? - diz John Robert Schmitz, professor da Unicamp.

Confusão
O uso coletivo deve determinar predileção ou confirmar as duas formas. Para o gramático Ataliba de Castilho, nada impede que um termo até chegue a substituir o anterior.

- O uso é o senhor da língua. Vejamos como, daqui a alguns anos, as pessoas se referirão a esse cargo quando ocupado por uma mulher.

Os limites de uso seguem, muitas vezes, interesses específicos. Há "soldada", "sargenta", "coronela", "capitã" e "generala". Mas o Exército, ele mesmo, evita adotá-las. 

"Presidenta" parece sofrer outra ordem de influências. Embora as variações sejam aceitas, o tipo de adoção de cada uma parece dividir intuições e usos - não tanto no campo da morfologia, mas no da semântica e até da ideologia.


O professor Módolo concorda que a forma "presidenta" é a preferida por quem a simbologia de uma mulher no poder é fato relevante, talvez até orgulho.

- Fica mais expressivo usar "presidenta", pois se trata da primeira brasileira no cargo - diz ele.

Mas duvida que a insistência em "presidente" denotaria alguém preocupado em, ao evitar a flexão, assinalar sua resistência à eleita.

- Não acredito na hipótese. Essa situação precisaria ser testada no português brasileiro, pois é fato novo histórico e linguístico. Simplesmente, creio que usam "presidente" porque é corriqueiro. Sempre foram homens a ocupar o posto.

Ênfases
Se é incerto afirmar que, ao se usar um termo, haja deliberada tomada de posição, há quem a chame "presidente eleita" ou "a presidente" com ênfase que ultrapassa a do uso corriqueiro.Ao manter invariável o gênero, sinalizaria a tentativa de neutralizar qualquer peso semântico que dê relevo à palavra. Ataliba explica a pouca variação de gênero em palavras terminadas em -nte.

- As palavras que têm vogal temática -e, aí incluídas as que derivaram do particípio presente -nte, integram uma classe pouco produtiva, quando comparada às da classe em -o (menino) e -a (casa). Talvez por isso, a extensão a essa classe do morfema de feminino [-a] seja tão irregular. Algumas não admitem feminino de forma alguma, como "agente". Outras já o admitem, como "parenta" - diz o gramático.

Para ele, "presidente" foi apanhada por essa irregularidade.

- É o que explica que o uso com ou sem o morfema de feminino seja ressignificado. "Presidente" remeteria a um cargo tipicamente preenchido por homens. "Presidenta" explicita que foi ocupado por mulher - diz.

Para Elis, a diferença passaria pela ênfase que o falante intui dar ao enunciar a ocupante do cargo.

 É aí que entra a questão política. A mulher começa a ocupar cargos antes só masculinos. É preciso que se marque isso de alguma forma. A desinência -a de feminino passa a cumprir esse papel.

Política
A professora acredita que há conotação dupla em "presidenta": o vocábulo serviria tanto à valorização (no sentido de "forte", "feminina") quanto ao sentido caricato ("mandona", "implacável").

- Algumas vezes, o feminino ganha ar pejorativo. Por isso "chefa" nunca pegou, embora o dicionário registre! Usar "presidente" não é desmerecer a mulher, é usar forma comum de dois gêneros. "Presidenta" pode valorizar a mulher, mas também pode transferir a ela uma certa visão de "mulher durona".

Associar às mulheres qualidades consideradas femininas (sensibilidade, instinto maternal, ternura acolhedora etc.), é tão indevido quanto ver como masculinas as incorporadas por esforço e inteligência. Tal "divisão sexual" de qualidades é artificial. Aplicada a Dilma Rousseff, serviu a preconceitos eleitorais que, agora, o uso de "presidente" ou "presidenta" pode ou não reforçar.

Sobre a Revista "Língua Portuguesa" também há na Internet alguns textos, entre eles, esse postado anteriormente:


http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:RCfyJmNEYs4J:revistalingua.uol.com.br





Ficamos mesmo "encafifados" e, certamente, tod@s aqui adoramos pesquisar!
Fiquei matutando as palavras terminadas em "-ente" e, colocando-as todas com terminação "a", ficam "bizarríssimas", mas aqui vai um link onde encontrei essas palavras todas pelo número de letras que possuem:


http://todaspalavras.com/ends-with-by-length/ente/



Gostei muito de pensar/pesquisar sobre esse assunto. E quando eu começo... Gosto de investigar o máximo possível. Se alguém puder contribuir, será bem-vindo! Segue mais um pouco:

1) De um modo geral, seguindo a própria estruturação existente no latim, os adjetivos terminados em nte, mesmo quando apresentam aparência substantivada, têm uma mesma forma para o masculino e para o feminino, modificando-se tão-somente o artigo que os antecede: a amante, o amante, a constituinte, o constituinte, a doente, o doente, a estudante, o estudante, a ouvinte, o ouvinte.

2) É tecnicamente o que se denomina comum-de-dois ou comum-de-dois gêneros.

3) Quanto a presidenta, leciona Celso Cunha que se trata de feminino ainda com curso restrito no idioma, pelo menos no Brasil.1

4) Essa última também é a lição de João Ribeiro, para quem "o uso de formar femininos em enta dos nomes em ente, como presidenta, almiranta, infanta, tem-se pouco generalizado".2

5) Evanildo Bechara admite a normal variação desse substantivo para o feminino.3

6) Antenor Nascentes anota que o uso já admitiu o feminino presidenta.4

7) Luiz Antônio Sacconi, sem outros comentários, confere ao vocábulo dois femininos: presidente e presidenta.5



Mário Barreto admite-lhe a forma específica feminina (presidenta) – não sem antes observar que a forma antiga era a mesma para ambos os gêneros – e esclarece tratar-se de "toda mulher que preside", recusando, todavia, o intento de alguns de conferir tal nome à mulher do presidente.

9) Ainda de acordo com tal gramático, a ojeriza de alguns para com o emprego de forma feminina em tais casos talvez se explique pela circunstância lembrada pelo citado gramático de que, "na língua jocosa, é que dos nomes de cargos só derivar-se um feminino para designar a mulher do que o desempenha, como almiranta, generala, coronela, delegada...".6

10) Édison de Oliveira insere tal palavra entre aqueles diversos vocábulos femininos terminados por a, que o povo evita usar, "quer em virtude de preconceito de que se trata de funções ou características próprias do homem, quer por considerá-los mal sonoros ou exóticos", acrescentando, ademais, tal autor que se hão de empregar tais femininos, "que a gramática já ratificou definitivamente".7

11) Observa Domingos Paschoal Cegalla que presidenta "é a forma dicionarizada e correta, ao lado de presidente". Exs.:

a) "A presidenta da Nicarágua fez um pronunciamento à nação";


b) "A presidente das Filipinas pediu o apoio do povo para o seu governo".8

12) Para Arnaldo Niskier, "o feminino de presidente é presidenta, mas pode-se também usar a presidenta, que é a forma utilizada em diversos jornais".9


13) Sousa e Silva não vê desdouro algum nem incorreção lingüística em se dizer presidenta para o feminino.


14) E transcreve tal gramático o posicionamento de Sá Nunes, para quem, ao se deixar de flexionar tal vocábulo, "não pode haver contra-senso maior: contra a Gramática e contra o gênio da Língua Portuguesa", uma vez que "o substantivo que designa o cargo deve concordar em gênero com a pessoa que exerce a função. Sempre foi assim, e assim tem de ser".

15) Continuando na exposição de seu próprio entendimento, complementa Sousa e Silva que, na esteira dos nomes terminados em ente – e que são comuns aos dois gêneros – tanto se pode dizer a presidente como a presidenta.10


16) Cândido de Oliveira, após lecionar que "os nomes terminados em ente são comuns de dois gêneros", acrescenta textualmente que "é de lei, assim para o funcionalismo federal como estadual, e de acordo com o bom senso gramatical, que nomes designativos de cargos e funções tenham flexão: uma forma para o masculino, outra para o feminin"; e, em seu exemplário, ao masculino presidente contrapõe ele o feminino presidenta.11


17) Ao lado de presidente – que dá como substantivo comum-de-dois gêneros – registra a palavra presidenta como um substantivo feminino o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras, que é o veículo oficial para dirimir dúvidas acerca da existência ou não de vocábulos em nosso idioma,12 o que implica dizer que seu uso está plena e oficialmente autorizado entre nós. Pode-se dizer, portanto, a presidente ou a presidenta.

1Cf. CUNHA, Celso. Gramática Moderna. 2. ed. Belo Horizonte: Editora Bernardo Álvares S/A, 1970. p. 96.
2Cf.RIBIERO, João. Gramática Portuguesa. 20. ed. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1923. p. 158.
3Cf.BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 19. ed., segunda reimpressão. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974. p. 84.
4Cf.NASCENTES, Antenor. O Idioma Nacional. 3. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1942. vol. II., p. 60.
5Cf.SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática. São Paulo: Editora Moderna, 1979. p. 32.
6Cf.BARRETO, Mário. Fatos da Língua Portuguesa.2. ed. Rio de Janeiro: Organização Simões Editora, 1954. p. 188.
7Cf. OLIVEIRA, Édison de. Todo o Mundo Tem Dúvida, Inclusive Você. Edição sem data. Porto Alegre: Gráfica e Editora do Professor Gaúcho Ltda. P. 158.
8Cf. CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. p. 330.
9Cf.NISKIER, Arnaldo. Questões Práticas da Língua Portuguesa: 700 Respostas. Rio de Janeiro: Consultor, Assessoria de Planejamento Ltda., 1992. p. 58.
10Cf. SILVA, A. M. de Sousa e. Dificuldades Sintáticas e Flexionais. Rio de Janeiro: Organização Simões Editora, 1958. p. 307.
11Cf.OLIVEIRA, Cândido de. Revisão Gramatical. 10. ed. São Paulo: Editora Luzir, 1961. p. 133-134.
12Cf. Academia Brasileira de Letras. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. 4. ed., 2004. Rio de Janeiro: Imprinta. p. 644.




Filme da Globo (já na madrugada de 04/01/2011): 


24 horas


Na dublagem:

"Senhor Presidente Hassam"...
"Senhora Presidente Taylor"...

"Na sede da Organização das Nações Unidas, a Presidente dos Estados Unidos, Allison Taylor, e o Presidente Omar Hassan (Anil Kapoor), da República Islâmica do Kamistan, estão finalizando um tratado de paz histórico. Como um novo sopro de vida, Jack Bauer planeja se mudar para Los Angeles com sua filha Kim (Elisha Cuthbert ) e a neta, mas seus planos são interrompidos quando um informante lhe revela a possibilidade de um atentado contra Omar Hassan".

Embora os dicionários tenham admitido ambas as formas, muitos gramáticos, mesmo assim, repudiam a forma "presidentA" - "feio pra k@#blos%&", - com o perdão da palavra -, com base na Academia das Ciências de Lisboa que prevê só uma forma invariável. O uso da linguagem é o que manda, em muitas situações que nem sempre concordamos... Mas, quem gosta de uma forma culta e com sentido, mais do que apresentado em diversos exemplos, utiliza a forma presidente para ambos os gêneros. Trata-se do particípio ativo. Basta que acresçamos os sufixos ante, ente e inte no fim de verbos como forma de se referir a alguém que pratica a ação que o verbo expressa, seja homem ou mulher. Assim, quem exige algo é exigente (sendo homem ou mulher)Não se diz que uma mulher é exigentA. A mulher que gerencia é gerente, não gerentA. A mulher que pede é pedinte, não pedintA. A mulher que anda é andante, não andantA. A mulher que contribui é contribuinte, não contribuintA etc. Acho que pelo uso, não de todos, mas substancial, a terminologia passou a ser considerada correta. Por isso a previsão nos dicionários.

Vida que segue, deparei-me com esse parágrafo na coluna de Luís Antônio Giron:

"Pessoalmente eu adoro o intervalo que vai do Natal ao Ano Novo porque parece que a vidinha das obrigações é suspensa e a história passa a quase inexistir. É um momento em que a gente se esquece do que é e do que gostaria de ser ou ter sido. São aqueles dias que ninguém faz planos nem promessas. Um retorno ao divertido irracionalismo infantil. Depois que esse tempo passou, prometi a mim mesmo que manteria a sensação ao longo do ano. Ou, pelo menos, tentaria resgatá-la nos instantes de maior irritação. Mesmo quando caí na real a o assistir o discurso de posse da presidenta Dilma Roussef – alinhando a cultura a produtos que devem ser exportados, nivelando-os às arroubas de soja -, prometi manter-me neutro".

Não só ouvidos, amig@s, muitas vezes são atingidos... Nossa visão também é atingida em muitas ocasiões. Aliás, todos os nossos sentidos são, por vezes, desrespeitados. Muitas coisas são "arrepiantes" nesse mundo em que vivemos e convivemos! Mas, se temos opções, ao menos quanto a forma de uso presidente/presidenta, usemo-las das melhores formas possíveis, rsrs!


Íntegra do discurso de posse da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional - Extra Online

Íntegra do discurso de posse da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional - Extra Online

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Você pode ser feliz sem ser perfeita


Autoras: Alice D. Domar e Alice Lesch Kelly

Você é do tipo que não relaxa se a cozinha estiver desarrumada? Acredita que seus defeitos a impedem de construir relacionamentos gratificantes? Ou que seria mais feliz se conseguisse emagrecer, se fosse mais presente na vida de seus filhos ou tomasse decisões mais sábias?
Definitivamente você não é perfeita. Mas sabe de uma coisa? Não precisa ser.
Neste livro, a psicóloga Alice D. Domar mostra que você tem o poder de se libertar da tirania da perfeição e começar a valorizar o que está dando certo na sua vida. Do contrário, acabará estressada e cada vez mais insatisfeita.
A autora elaborou um teste que irá ajudá-la a avaliar seu grau de perfeccionismo, identifi cando as áreas em que mais se cobra – corpo, casa, trabalho, relacionamentos, filhos e tomada de decisão – para aprender a lidar com suas limitações.
Repleto de exemplos reais, Você pode ser feliz sem ser perfeita apresenta soluções concretas e conselhos práticos para você se livrar das amarras que a impedem de levar uma vida mais realizada e agradável. Este livro também ensina a:
- Estabelecer metas realistas.
- Reduzir a culpa e a vergonha que o perfeccionismo pode desencadear.
- Administrar sua ansiedade com medidas fáceis de adotar no dia a dia.
- Livrar-se para sempre das expectativas irrealistas e nocivas que só geram sofrimento.
****
"Ler este livro é como ter um amigo íntimo que é psicólogo, nutricionista e treinador. É uma obra inteligente e humana." - PEPPER SCHWARTZ, PH.D.,professora da Universidade de Washington e autora de Tudo o que você sabe sobre o amor e sexo está errado.
Toda mulher quer ter uma casa limpa e organizada, ser boa esposa, ótima mãe e, ao mesmo tempo, uma profissional de sucesso. Ter objetivos é natural, mas quando as expectativas em torno deles se tornam tão altas a ponto de prejudicarem sua qualidade de vida e de você só se sentir feliz se tudo estiver absolutamente perfeito, é hora de reavaliá-las.
Neste livro você encontrará maneiras de se concentrar menos em tentar ser perfeita e focar mais no que há de maravilhoso em sua vida. Você aprenderá que suas necessidades às vezes precisam vir antes das demandas da família, do emprego e da casa e descobrirá que, para atendê-las e assumir o cuidado consigo mesma, é preciso se empenhar em manter um nível saudável de expectativas.
Em Você pode ser feliz sem ser perfeita, a Dra. Alice D. Domar apresenta técnicas simples, eficazes e clinicamente comprovadas que vão ajudá-la a reformular o modo como pensa e sente a vida. Com elas, você encontrará o equilíbrio, a satisfação e a felicidade que tanto deseja.
Você pode reformular suas expectativas e abraçar a vida imperfeita mas plena como deve ser. Pode se cuidar melhor e se sentir mais saudável e realizada. Você pode ser feliz sem ser perfeita.

O show do Rei na TV, Alpino via Yahoo! Colunistas

O show do Rei na TV, Alpino via Yahoo! Colunistas: "

Roberto Carlos cantou para cerca de 200 mil pessoas presentes na praia de Copacabana, no Rio, para ver seu especial de Natal, transmitido pela TV Globo.

"

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ideias geniais! Partilhe-se o que há de bom!


Espaço do Professor








Matemática é tema de poesias feitas por alunos do fundamental

Poesia e teatro ajudam alunos no aprendizado de matemática.
Poesia e teatro ajudam alunos no aprendizado de matemática.
Autor:Arquivo da escola

A professora Ielva Roselia Kasper, que leciona matemática na Escola Estadual de Ensino Fundamental Antonio Vicente da Fontoura, em Cachoeira do Sul (RS), a cerca de 200 Km de Porto Alegre, está sempre criando novos projetos. Sua preocupação é ajudar os alunos a aprender matemática. Nesse sentido, merecem destaque entre os projetos que criou, o Teatro de Matemática na Escola e o Poesia em sala de aula, que reproduzimos abaixo, desenvolvido em parceria com a professora Marlene Venturini e outros colegas de português.
Projeto Poesia em sala de aula
Objetivo geral:
Despertar o interesse pela literatura e oratória e o interesse pela matemática , sendo instruindo pelo professor sobre importância da poesia no desenvolvimento cultural de cada aluno e a matemática.
Objetivos específicos:
- Desenvolver o gosto pela escrita, leitura e a matemática utilizando a poesia. Considerando a possibilidade de alcançar o imaginário do aluno por meio da ficção e do cotidiano.
– O aluno deve reconhecer no texto a parte poética, seu estilo próprio e como a matemática pode ser poética.
– Criar hábitos desde cedo, trabalhando com a poesia na sala de aula e fora da sala também.
– Não é transformar o aluno em grande escritor de poesia, até porque precisa ter dom para esta arte, mas sim transformá-lo em leitor aptos a interpretar e compreender o que a poesia pode transmitir em meio aos versos, e também ler e interpretar problemas matemáticos.
Justificativa:
Qualquer ser humano se sensibiliza com uma poesia. É a fala da alma, por isso que a idéia foi começar a incentivar e cultivar a poesia na matemática, devendo produzir com beleza e intuito de envolver o aluno entre o emotivo e a razão, tornando a aula emotiva com a criação de textos poéticos de autoria deles mesmos , interligando atividade interdisciplinar com demonstrações de como utilizar a poesia dos alunos através da matemática. Desenvolver o aluno enquanto autor.
Desenvolvimento:
Durante a aula, o aluno faz sua própria poesia, com o conteúdo disponível no caderno.

Leia agora alguns poemas feitos por alunos da professora Ielva Roselia Kasper:

Matemática em Minha Vida
Paloma Gomes dos Santos - Turma 51
Somei minha vida.
Somei para melhor.
Multipliquei minhas esperanças
Multipliquei para melhor.
Subtrai o meu mau- humor e o desânimo,
Subtrai para melhor
Dividindo minha vida.
Mudei para melhor.
O problema da minha vida, já foi resolvido.
Tá! Enfrento muitos desafios.
E nunca desisti!
Calculei as emoções.
Zerei as tristezas.
Com a igualdade fiz para melhorar
Minhas atitudes; minhas responsabilidades.
Acertei todos os cálculos.
Afinal, a matemática está em minha vida

A Matemática
Bruna Oliveira Fagundes – Turma 51
Na matemática tem:
Potenciação com cara de radiciação
Expressões com cara de frações
Raiz com cara de vir de Paris
Conjunto dos múltiplos é somente
Dos números
E os números?
Qualquer um deles tem
Tudo isso
Tem na matemática.
Vizinhos! Quero ver teus amigos.
Mais, menos
Mais, menos
Vezes, dividir
E no resto vamos nós conseguir.

Matemática
Milena Vasconcelos Luiz - Turma 51
Às vezes é gostosa
Às vezes é confusão
Às vezes eu gosto
Às vezes não.
Às vezes tem potência
Às vezes tem raiz
Às vezes tem cálculos
Às vezes não.
Às vezes tem problemas
Somar, dividir, subtrair, multiplicar,
É uma confusão
Às vezes não.
Às vezes a professora Ielva é brava
Às vezes é querida.
Às vezes é brincalhona
Às vezes não.
Para terminar eu preciso contar
Eu adoro matemática
Não consigo viver sem ela
Ela é demais.



Acessado aos 16/12/2010 em: