Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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Notícias

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Felicitación de navidad 2010



¡Jou jou jou!! Feliz Navidad!


 En la navidad del 2010, en el Certamen Internacional EducaRed deseabamos felicitar estas fiestas de una manera especial, haciendo partícipe a todo el mundo. Así que invitamos a todos los equipos participantes en esta edición para que nos enviasen su saludo navideño en un vídeo.

Han sido muchos los que se han sumado a nuestra felicitación de navidad y han elaborado vídeos fantásticos, divertidos, emotivos... ¡Gracias a todos!

Estos han sido los colegios y profesores que han participado, por orden de aparición:

·         Claudia Castiglioni, de la Escuela nº 15 Centario de Ushuaia, Argentina.
·         Bernat Llopis, de las Escuelas San José (Instituto Politécnico), Valencia, España.
·         Diego Martín Fernández, del Colegio Monserrat, Madrid, España.
·         Guilherme Erwing Hartung, del Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, Brasil.
·         Adriana Sanclemente, de la Institución Educativa Técnico Ambiental Fernández Guerra, Sede El Rosario, Colombia.
·         Abraham Alonso, del Colegio Cardenal Xavierre (PP. Dominicos), Zaragoza, España.
·         Nicolasa Serrano Buelvas, de la Institución Educativa República del Líbano, Sede Primero de Mayo, Colombia.
·         Carolina Busilacchi, de la Escuela Especial 1383 Ntra. Sra. de la Esperanza, Argentina.
·         Amparo Rueda, del IES Juan José Gómez Quintana, Cantabria, España.
·         Margarita Torres Novoa, del Colegio San Cristobal Sur, Colombia.
·         Lola Oriol y Cristina Roqueta, del Colegio de Ed. Especial Gloria Fuertes de Andorra, Teruel, España.
·         Pedro Pablo Ludeña Reyes, del Colegio Corazón de María, Madrid, España.
·         Diego Arroyo Murillo, del CEIP Miguel Artigas, Zaragoza, España.
·         Ana Isabel Blasco Nuño, del Colegio Público Ricardo Mallén, Teruel, España.
·         Luz Mary Benitez Lobera, del IED José Joaquin Castro Matinez, Sede B. Jornada Mañana, Colombia.
·         Olga Catesús Poveda, del CEIP San Isidoro, Murcia, España.
·         Eliana Bigai Núñez, del UEP Colegio Dr. Gustavo H. Machado, Venezuela.
·         Andrés Egás Espinosa, del Colegio Gutenbergshule, Ecuador.
·         María del Carmen Izquierdo, de la Instituc ión Educativa 2089, Micaela Bastidas, Perú.
·         Carmen Rosa, del Centro de Educación Básica Alternativa, Argentina.
·         Graciela Delgado Martínez, del Centro de estudios Tecnológicos Industrial y de Serv. 151, México.
·         Sergio Mauricio Galperin, de la escuela de Enseñanza Media nº 442, Argentina.
·         Terezinha Fatima Martins, del Centro de Estudos Supletivos de Duque de Caxias, Brasil.
·         Blanca Arteaga, del Centro María Inmaculada (Ríos Rosas), Madrid, España.
·         Walther González, de la Escuela 320, Bariloche, Argentina.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

AMOR PRA RECOMEÇAR - Frejat 2 .wmv

Os números do Pisa 2009 - Educação - Notícia - VEJA.com

Educadores responsáveis e críticos, precisamos ficar atentos ao compromisso que temos para a superação desse quadro:

Os números do Pisa 2009 - Educação - Notícia - VEJA.com

A Educação no Cinema - Educar para Crescer

Tudo que é importante para a educação responsável com valores cidadãos precisa ser apreciado!


A Educação no Cinema - Educar para Crescer



Clarice Lispector


"O melhor está nas entrelinhas", escreveu Clarice

Escritora ucraniana, naturalizada brasileira 10/12/1920, Tchetchelnik, Ucrânia
09/12/1977, Rio de Janeiro, Brasil

Quando surgiu com o livro Perto do Coração Selvagem — seu primeiro romance, pelo qual recebeu o Prêmio Graça Aranha —, Clarice Lispector foi comparada a escritores como James Joyce e Virginia Woolf, os quais ela ainda não havia lido. Tinha 17 anos e revolucionava a literatura brasileira da época com um estilo narrativo próprio, usando muitas aliterações, metáforas e o monólogo interior, próprio de um tipo de literatura introspectivo e intimista. "Uma vida completa pode acabar numa identificação tão absoluta com o não-eu que não haverá mais um eu para morrer", escreveu na epígrafe de A paixão segundo G. H. A escritora, que se considerava interiormente brasileira, afirmou que com a língua brasileira expressou as palavras de amor e seus pensamentos mais íntimos. Sua prosa tem muitas características poéticas e forte relação com a análise do inconsciente.

Natural de Tchetchelnik, na Ucrânia, chegou ao Brasil aos 2 meses, onde a família, de origem judia, fixou-se em Recife (PE) e depois no Rio de Janeiro (1937), cidade em que Clarice foi professora particular de português e posteriormente redatora da Agência Nacional, onde se aproximou de muitos jornalistas e escritores influentes da época. Com 23 anos, casou-se com Maury Gurgel Valente, que depois se tornaria diplomata — o que fez o casal viver muitos anos fora do Brasil —, com quem ficou casada por 15 anos e teve 2 filhos. 

Durante a infância, leu contos infantis que, segundo ela, soltavam-lhe a imaginação. Um de seus livros sagrados era Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Adolescente, impressionou-se ao ler José de Alencar, Eça de Queirós, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Mário de Andrade, Rachel de Queiroz, Julien Green, Herman Hesse, Dostoievski e Katherine Mansfield.

Além de ser uma das maiores romancistas e cronistas da literatura brasileira, com reconhecimento internacional e muito prêmios de reconhecimento, Clarice também foi uma ativa cronista e jornalista, tendo sido colunista durante vários anos; trabalhou para publicações como os jornais Correio da ManhãDiário da NoiteO ComícioJornal do Brasil, e para as revistas Manchete Fatos & Fotos (nesta como entrevistadora), entre outras.

Confira as principais obras da escritora:

Romance

Perto do coração selvagem (1944), O lustre (1946), A cidade sitiada (1949), A maçã no escuro (1961), A paixão segundo G. H. (1964), Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres(1969), Água viva (1973) e A hora da estrela (1977).

Conto

Alguns contos (1952), Laços de família (1960), A legião estrangeira (1964), Felicidade clandestina (1971), A imitação da rosa (1973), A via crucis do corpo (1974) e Onde estivestes de noite (1974).

Literatura infantil

O mistério do coelho pensante (1967), A mulher que matou os peixes (1968), A vida íntima de Laura (1974) e Quase de verdade (1978).

Crônicas e entrevistas

Visão do esplendor (1975) e De corpo inteiro (1975).

Obras póstumas

Para não esquecer — crônica (1978); Um sopro de vida (pulsações) — romance (1978); A bela e a fera (1979) 
 reunião de contos inéditos escritos em épocas diferentes; A descoberta do mundo (1984)  seleção de crônicas publicadas em jornal entre agosto de 1967 e dezembro de 1973; Como nasceram as estrelas (1987)  contos infantis;  Cartas perto do coração (2001)  cartas trocadas com Fernando Sabino; Correspondências(2002); Aprendendo a viver (2004)  seleção de crônicas publicadas em jornal entre agosto de 1967 e dezembro de 1973; Outros escritos (2005)  reunião de textos de natureza diversa; Correio feminino (2006)  reunião de textos publicados em suplementos femininos de jornais, nas décadas de 1950 e 1960; Entrevistas (2007) seleção de entrevistas realizadas nas décadas de 1960 e 1970; Minhas queridas (2007) correspondências; Só para mulheres (2008)  reunião de textos publicados em suplementos femininos de jornais, nas décadas de 1950 e 1960. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Grande Clarice Lispector!


Que dia é hoje?
   
 9/12/1977 - Morre Clarice Lispector
 
   Clarice Lispector, escritora ucraniana, naturalizada brasileira. Mudou-se para o Brasil ainda bebê. Durante sua juventude estudou no Rio de Janeiro. Conheceu sua vocação aos 17 anos, quando publicou "Perto do Coração Selvagem", romance pelo qual recebeu o prêmio Graça Aranha. Entre suas obras destacam-se também "A paixão segundo G.H."; "Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres"; "Água Viva" e "A Hora da Estrela".

I SIELP

Caros Colegas,

Informo que o site do I Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa (SIELP), apesar de não totalmente pronto, está no ar - www.ileel.ufu.br/sielp.
Prof. Doutores/as, estão convidad@s a inscreverem-se em GTs.
www.ileel.ufu.br
O I SIELP – Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa - tem por objetivo promover uma reflexão em torno do ensino de Língua Portuguesa, configurando-se como mais um espaço de discussão e circulação de ideias e trabalhos que fundamentam as principais linhas de pesquisa que compõem as área

Da Revista Língua Portuguesa

Os perigos semânticos do racismo
Casos de preconceito expõem uso indiscriminado da palavra "racismo", confundida com "injúria" e "apologia à violência"

Eduardo Roberto Alcântara Del-Campo

Funcionários de um comércio no bairro do Grajaú, em São Paulo: "racismo" como injúria a nordestinos

Todas as profissões possuem vocabulário próprio, um glossário que permite comunicação mais efetiva entre os que trabalham em determinada área do conhecimento humano. Com o Direito não é diferente. As letras forenses são plenas de particularidades e aforismos próprios, familiares aos que militam nas lides judiciais, mas bastante estranhos à população em geral.

Alguns problemas surgem porque, ao contrário do que observamos em outras ciências, os termos jurídicos têm, não raro, um segundo significado, comum e muito difundido, circunstância que frequentemente leva confusão aos que batem às portas dos tribunais em busca de justiça.

São palavras como: "queixa", "exceção", "suspeição", "competência", cujo significado popular difere, em muito, do sentido técnico, muitas vezes bastante difícil de ser explicitado ao leigo.

Um dos exemplos mais veementes dessa dicotomia é o vocábulo "racismo".

Debate
Numa série de episódios recentes, de ataques a nordestinos e outros atores sociais, o termo voltou a movimentar o debate no país. Para o senso comum, "racismo" significa toda e qualquer forma de "preconceito extremado contra indivíduos pertencentes a uma raça ou etnia diferente, geralmente considerada inferior" (Houaiss eletrônico, 2009), englobando condutas variadas, que vão da simples ofensa verbal a atos sociais discriminatórios ou violência física.

Em sentido técnico, no entanto, o termo remete a "crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor", tipificados pela Lei n° 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que usa, nas diversas figuras penais, frases como: "impedir ou obstar o acesso", "negar ou obstar emprego", "recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso", "recusar hospedagem", "recusar atendimento", "impedir ou obstar casamento", impedir ou obstar convivência social" e outros comportamentos, sancionados com penas que variam de um mínimo de um a um máximo de cinco anos de reclusão, cumulados ou não com multa.

São condutas ligadas à ideia de exclusão, de eliminação, de óbice concreto ao exercício de um direito, ao sentimento íntimo de proscrição do outro, que torna tais condutas desprezíveis.

É necessário, no entanto, diferenciar esses crimes da injúria (ofensa verbal), qualificada por "elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência", prevista pelo art. 140, §3°, do Código Penal (com redação determinada pela Lei n° 10.741, de 2003) e que recebe pena abstrata de "reclusão de um a três anos e multa".

Mal comparando, para a lei, uma coisa é impedir alguém de entrar num restaurante ou tratá-lo mal por ele ser negro ou nordestino. Outra é injuriar alguém, com base em ofensas de conteúdo racial.

Tema bastante polêmico, não raro vemos nos noticiários pessoas, atingidas em sua honra por expressões alusivas à origem social ou étnica, dizendo-se vítimas de racismo e indignadas porque a autoridade policial não tipificou a conduta na Lei n° 7.716/89, mas sim na injúria prevista no Código Penal. A própria mídia, por vezes desinformada, concorre para essa confusão e acaba, involuntariamente, por estimular o atrito, inquinando como faltosas condutas funcionais absolutamente corretas.

Injúria x racismo
Importa esclarecer que a Justiça tem peculiaridades e o autor do delito, de uma forma ou outra, seja qual for o nomen juris dado ao fato, será efetivamente responsabilizado.
Necessário anotar, enfim, que eliminar tais comportamentos não é tarefa policial. É preciso, mais. É urgente que os homens se conscientizem de sua igualdade intrínseca e de que a cor da pele, a religião ou a origem social não os qualifica como melhores seres humanos.

Assim como o Cavaleiro Inexistente, de Italo Calvino, precisamos abandonar a narcísica armadura reluzente que nos aniquila para poder encontrar o outro, em toda sua dimensão, na divina beleza de sua diversidade. Parafraseando a frase de Freud ao encerrar a XXXIª das Novas Conferências Introdutórias à psicanálise (1933:102), "lá onde está o Id deverá estar o Ego". Mas esse é um trabalho para a cultura e não para o Direito Penal.

Eduardo Roberto Alcântara Del-Campo é o 5° Promotor de Justiça da Infância e da Juventude de São Paulo
- As palavras do ano
- Salve Ariano, o imperador
- Dicionário policial
- Presidente ou presidenta?

Opinião: Pais têm de observar se timidez dos filhos é excessiva

09/12/2010 10h31 - Atualizado em 09/12/2010 10h31


Vida social é uma parte importante de todo e qualquer indivíduo.
Crianças muito tímidas têm de ser estimuladas pelos familiares.

Ana Cássia MaturanoEspecial para o G1, em São Paulo
Ilustração psicóloga(Ilustração: Arte/G1)
Na coluna anterior, comentei sobre a importância dos pais participarem das festas de fim de ano nas escolas das crianças. Se para um adulto este tipo de evento parece ser algo sem importância, para elas é justamente o contrário: as atividades escolares é o que há de principal em suas vidas.
Nessas situações, que expõe bastante os alunos, algumas crianças são bem exibidinhas. Passeiam pelo palco (geralmente é alguma apresentação teatral) como se estivessem no quintal de casa. Fazem graça e acontecimentos fora do script e são levados na brincadeira. Conseguem se divertir com suas próprias atrapalhadas.
Nem todas, porém, se sentem à vontade diante de uma plateia. Apesar de saberem toda a sequência da apresentação, estar na frente das pessoas, para algumas delas, é um tanto sofrido. Mesmo assim participam, apesar do desconforto. Com a maioria funciona desta maneira.
No entanto, para outras crianças, a situação muda de figura. Podem estar bem preparadas em seu papel, mas a hora de aparecer para o público se torna tão angustiante, que caem aos prantos. O sofrimento fica estampado em seus rostos e se negam a participar. Agarram-se aos seus pais, principalmente às mães, como se fossem verdadeiros polvos: pernas e braços se engancham no corpo do adulto. Entre elas, algumas já desistem de antemão: nem participam dos ensaios.
Muitas famílias já preveem o comportamento dos pequenos. Sabem que ele irá chorar e o lembram disso: “Vê se não vai chorar na hora!”. Há pais que se angustiam mais que os filhos. Sofrem porque acham que o pequeno não vai aguentar. E não é que suas previsões estavam certas: o garoto pulou fora na hora.
Às vezes, não sabemos quem é que realmente está sofrendo: o adulto, por achar que o filho não consegue; ou o filho, por ser muito tímido. Em situações assim, muitos não sabem como agir: forçar a criança a participar mesmo contra sua vontade ou simplesmente deixar como está, como se essa fosse uma característica sua?
Timidez não é algo necessariamente ruim. Penso não ser muito sábio uma pessoa chegar em um lugar e simplesmente ir ocupando os espaços. Nem tudo é seguro e ir um pouco devagar em situações novas é, no mínimo, prudente. Pode-se, assim, conhecer a situação.
No entanto, para algumas pessoas, qualquer situação que possa colocá-la um pouco em evidência, como cumprimentar alguém em uma festa, por exemplo, pode ser extremamente doloroso. Algumas tendem até a se isolar das outras – não participam de nada além da rotina já velha conhecida. Costumam temer as situações sociais, quando os fantasmas da rejeição e de uma possível avaliação negativa as rondam.
Vida social
Pessoas com essas características carregam isso desde a infância. Por isso, embora ninguém precise participar de um teatro escolar a contragosto, é importante observar se a criança tem apenas uma resistência ao palco ou se as interações sociais são muito sofridas para ela. Caso ela tenha dificuldades nessa área, é necessário cuidar – além de ser sofrido para a criança, isso não tende a melhorar com o tempo (como muitos pensam).
A vida social é uma parte importante de todo e qualquer indivíduo. O desenvolvimento das habilidades sociais depende da interação dele com seus pares. Quanto mais a pessoa se fecha, mais difíceis se tornam essas situações para ela, quando então passa a se considerar uma pessoa incompetente para isso.
Por isso, ao percebermos uma criança muito tímida, é importante que a ajudemos em situações com os outros que não os familiares. Um bom começo é estimulá-la com palavras que demonstrem confiança em sua capacidade de participar de um grupo, de interagir com outras pessoas ou até de se colocar em evidência (como o teatro). E jamais obrigá-la a fazer algo que não queira.
Diante de uma desistência, como no caso de não querer participar da festa escolar, o melhor é acolhê-la com carinho. Quem sabe até acompanhá-la em uma situação que ela tema. Sempre com o cuidado de os pais não ficarem presos no medo da criança e, assim, desestimulá-la de qualquer participação social.
Se com o passar do tempo e a ajuda da família e da escola (principal meio social onde muitas coisas são observadas e trabalhadas) não houver nenhuma mudança, faz-se necessário procurar ajuda de um profissional da área da psicologia. Vale a pena! Pessoas assim sofrem muito com suas inseguranças e medos.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

Quanto você se dedica a aprender mais sobre si mesmo?


FRANCINE LIMA
Arquivo / Época
Francine Lima 
Repórter de ÉPOCA, escreve às quintas-feiras sobre a busca da boa forma física
É tempo de retrospectiva, de balanço. O ano está terminando, e chega o momento de avaliar o que fizemos dele para traçar novas metas para o ano que vem. As suas metas para 2010 foram alcançadas? Todo ano você cumpre com todos os planos que traçou? O que foi que deu errado? Será que as metas estavam mal calculadas ou você fracassou mesmo? Como você lida com essas perguntas? Consegue respondê-las numa boa, sem mágoas contra si mesmo? Duvido. 

Eu confesso que há anos não consigo realizar a maioria das minhas expectativas de ano novo. E desconfio que venho cometendo dois erros fundamentais. Um deles é que eu não sabia traçar metas. Metas envolvem clareza de objetivos, métodos e possibilidades, e nada disso estava muito claro para mim. O outro erro era não me conhecer o suficiente para saber o que eu era capaz de alcançar. 

Em janeiro, enquanto caminhava na praia debaixo de um sol maravilhoso, relaxada e distante do meu cotidiano normal, lancei minhas expectativas para o ano. Na minha imaginação, eu era uma pessoa cheia de novos poderes, conquistados de repente ali mesmo, naquela areia quente, e tinha todos os bons fluidos do universo conspirando a meu favor. Daria tudo certo, era só querer. 

Nada mais enganoso. Ao voltar à realidade, topei com um inimigo inesperado: eu. Os tais planos que eu havia inventado de repente ficaram inviáveis, porque eu não era aquela pessoa tão pronta para fazer tudo certo. Mas por que não? O que meu eu imaginário tinha que meu eu real não tinha? Quem era eu, afinal, e o que era capaz de fazer naquele momento? O que estava faltando para que eu me tornasse quem desejava ser? 

Foi no momento da decepção que decidi que 2010 seria um ano de autoestudo. Os sonhos e as metas teriam de ficar para depois. A prioridade era descobrir o que eu tinha capacidade de conquistar. 

Eu não sabia bem por onde começar. Fui fazendo perguntas por aí, buscando leituras, fazendo anotações que se contradiziam após alguns dias, elaborando teorias nunca definitivas sobre minhas crenças, meus gostos, meu modo de me relacionar. Quanto mais eu me aprofundava na investigação, mais eu me angustiava por não ser capaz de responder com certezas todas as perguntas sobre mim. Tentei obtê-las com pessoas que eu supunha capacitadas para isso, como minha psicóloga na época. Ninguém as tinha. 

Era eu que tinha de me revelar se eu estava suficientemente interessada nas metas ou não, se eu tinha preguiça, se eu tinha garra, se eu tinha autoconfiança para arriscar atitudes novas. Era eu que tinha de diferenciar minhas dúvidas das minhas mentiras. 
Estudar a própria personalidade e as próprias competências me pareceu bem mais complicado do que estudar para uma prova, ou mesmo para o vestibular. A escola nos dá todo o roteiro para tirar as maiores notas em qualquer prova. Basta entender as informações dos livros e das aulas para dar as respostas corretas. No autoestudo, entender os livros não é necessariamente suficiente para entender o que fazer. 

Por que não parou de fumar, como havia se prometido? Por que não voltou para a academia? Por que não emagreceu? Por que não foi promovido? Por que não saiu mais com sua mulher? Por que não aprendeu italiano? Por que não mudou em nada? 

Nossa tendência é dar desculpas e fugir à responsabilidade por nossos fracassos, não é? Não parei de fumar porque estou diminuindo o número de cigarros devagar e vou parar no ano que vem... Não voltei para a academia porque não encontrei a academia ideal... Não fui promovido porque meu chefe é um idiota... 

A gente sempre se diz que o ano que vem será diferente. Não queremos ficar parados no mesmo lugar, queremos evoluir. E só evoluímos se mudamos. E mudar é difícil porque envolve conhecer-se bem e descobrir o que não está funcionando direito dentro de si. 

Tenho a impressão de que precisamos criar mais oportunidades de aprender mais sobre nós mesmos. Ocupamos muito tempo com os afazeres diários e pouco com essa investigação preciosa de quem somos. Ela requer tempo e dedicação. O que não quer dizer que deva ser desagradável ou cansativa. Pode ser até artística. 

Há quem use o teatro justamente para isso: conhecer-se. Eu não piso num palco desde os tempos de escola, mas uso meu espelho para “ensaiar” discussões calorosas que jamais terei. É que, durante o ensaio, percebo o que me tira do sério e corrijo minhas reações, revendo pontos de vista e formas de me expressar. Aí, na hora da discussão real, sou muito mais sensata. Coisa de maluca falar sozinha na frente do espelho? Maluco é quem nunca para para se observar. 

Ok, foi só um exemplo. Diga aí então de que forma você libera suas verdades e procura melhorá-las. Em que momentos você se dedica ao autoestudo? Em que lugares? Com quem? À mesa da cozinha, brigando em família? À mesa de um bar, bebendo com amigos e colegas de trabalho? Durante a corrida, de manhã cedo? Durante as lutas, num tatame ou num ringue? No quarto, escrevendo? Na varanda, lendo? No divã, chorando? E o que tem feito mais diferença para você se melhorar, ano a ano? Conte pra gente.
(Francine Lima escreve às quintas-feiras)

Quase metade dos alunos brasileiros de 15 anos não atinge nível básico de leitura no Pisa

Ana Okada. Em São Paulo.

Apesar de o país ter atingido a média de 412 pontos em leitura no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009 - o que equivale ao nível 2 de proficiência - 49,6% dos 20 mil brasileiros avaliados estão em níveis de proficiência menores. O nível 2 é considerado como básico ou moderado pelo exame.
O objetivo de instrução de leitura definido pelo exame é o de "entendimento, uso, reflexão sobre e interesse por textos escritos, para que se possa obter resultados, para que seja possível desenvolver conhecimentos e potenciais e para participar da sociedade".

Dos 31 países que participaram do Pisa mas não são membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), 18 também atingiram média de proficiência 2. Dos membros da OCDE, somente México, Chile e Turquia também tiveram média em leitura 2. O exame avaliou, ao todo, 470 mil estudantes de 15 anos de 65 países em literatura, matemática e ciências.

As notas dos países foram separadas em 7 conceitos:
 
  • 1b, 1a (baixo);
  • 2 e 3 (moderado);
  • 4 (forte);
  • 5 e 6 (melhores).

Considerando a primeira nota de leitura do país no exame - em 2000 o Brasil obteve 396 - tivemos um avanço de 16 pontos. Ainda assim, dentre os 65 avaliados, estamos na 53º posição. O maior avanço de notas entre as disciplinas avaliadas - leitura, matemática e ciências - ocorreu em matemática, com 52 pontos (foi de 334, em 2000, para 386 em 2009). O crescimento brasileiro na década (33 pontos) foi o terceiro melhor entre os países participantes desde 2000.
Para o membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) Mozart Neves Ramos, é preciso acelerar esses avanços. “O Brasil melhorou, não podemos deixar de reconhecer. Mas essa melhora tem sido lenta. O Brasil foi um dos que mais cresceram na década, mas a gente estava na rabeira”, comparou Ramos, que é também conselheiro do Movimento Todos pela Educação.

O que o estudante do nível 2 sabe
No nível 2, o estudante "começa a demonstrar conhecimentos de leitura que o possibilitam a participar efetivamente e produtivamente da vida". Algumas tarefas deste nível pedem do estudante que localize uma ou mais informações, que talvez devam ser inferidas e talvez devam ser determinadas de acordo com as condições.

Outras tarefas pedem reconhecimento da ideia principal do texto, entendimento de relações ou construção de significado por uma parte limitada do texto, quando a informação não é a mais importante e o leitor precisa fazer pequenas deduções. Tarefas desse nível talvez peçam comparação ou contraste de um aspecto específico do texto.

Tarefas que exijam reflexão pedem que os leitores façam comparação entre diversas conexões entre o texto e o conhecimento exterior, baseado em experiências pessoais. Segundo o Pisa, o aluno que não atingiu esse nível terá dificuldades nas tarefas descritas acima.

O que é o Pisa
O Pisa busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade tanto de países membro da OCDE quanto de países parceiros. Essa é a quarta edição do exame, que é corrigido pela TRI (Teoria de Resposta ao Item). O método é utilizado também na correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio): quanto mais distante o resultado ficar da média estipulada, melhor (ou pior) será a nota.

A avaliação já foi aplicada nos anos de 2000, 2003 e 2006. Os dados divulgados hoje foram baseados em avaliações feitas em 2009, com 470 mil estudantes de 65 países. A cada ano é dada uma ênfase para uma disciplina: neste ano, foi a vez de leitura.

Dentre os países membros da OCDE, estão Alemanha, Grécia, Chile, Coreia do Sul, México, Holanda e Polônia, dentre outros. Dentre os países parceiros, estão Argentina, Brasil, China, Peru, Qatar e Sérvia, dentre outros.

 

O que diz o Dr. Flávio Gikovate

Não sei se concordo com a idéia de que os dilemas da psicologia se resolvam com geografia. Ciumentos e controladores podem agir à distância.
Penso que deveríamos ir à busca dos avanços emocionais que nos permitam conviver num mesmo ambiente de forma respeitosa e sem brigas.
É possível que nos segundos casamentos que envolvem filhos dos primeiros as questões práticas se resolvam mais facilmente em duas casas.
Para os jovens, que se propõem a construir juntos um futuro envolvendo filhos e outros projetos práticos, não faz sentido viverem em 2 casas.
A idéia de cada um morar em sua casa foi elaborada por pessoas mais vividas e que tiveram experiências negativas. Não serve para os jovens.
Dormir em quartos separados faz todo o sentido quando os hábitos noturnos não são compatíveis: ouvir roncos não contribui para a felicidade!
Certa vez lí numa revista francesa a seguinte definição: "egoísta é aquele que não satisfaz todas as minhas vontades". Faz sentido!
O mais generoso raramente chama uma outra pessoa de egoísta. A acusação de "egoísta" sai fácil mesmo é da boca dos que agem dessa forma.
Nos relacionamentos, é fácil saber qual é o mais egoísta: é o que mais reclama, quer sempre mais e o que sempre se considera injustiçado.
O individualista não é um egoísta; não pretende levar vantagem. Quer cuidar da própria vida: dá pouco e não pretende receber mais que dá.
Desde 1979 que digo que o generoso também não é tudo isso: é vaidoso, gosta de se sentir amado e superior, quer dominar através da bondade.
O individualismo é uma forma de ser moralmente válida. Todo aquele que dá e recebe na mesma medida é um sujeito que age como um justo.
As mulheres gostam de pensar que elas são as mais românticas e generosas. Não é verdade. É fato que essas propriedades costumam andar juntas

Flávio Gikovate