Introdução

Mãe de 3 filhos (Rodrigo, Philippe e Fernanda), avó (quatro netas: Eduarda, Mirela, Luna e Laura), Supervisora Educacional, Profª aposentada de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira; Pedagoga e Pesquisadora, Graduada em Letras e Pedagogia e Pós-Graduada (Especialista em Língua Portuguesa e Iniciação Teológica); Mestre em Letras e Ciências Humanas. Trabalho muito, estudo bastante, adoro pesquisar, ler boas obras; folhear jornais e revistas, assistir telejornais; viajar, ir ao Shopping, utilizar a Internet. Crio algumas "quadrinhas", gosto de elaborar projetos que não sejam engavetados.

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Notícias

sábado, 10 de julho de 2010

Ainda sobre o Novo Acordo Ortográfico

Pesquisado em: http://marcosbagno.com.br/site2/conteudo/arquivos/for_novoacordo.pdf acessado aos 10 de julho de 2010.

Em tese, as mudanças ortográficas previstas no Acordo assinado pelos países lusófonos em 1990 começam, finalmente, a vigorar.

1. ENTENDA O CASO:

A língua portuguesa tem dois sistemas ortográficos: o português(adotado também  pelos países africanos e pelo Timor) e o brasileiro. Essa duplicidade decorre do fracasso do Acordo unificador assinado em 1945: Portugal adotou, mas o Brasil voltou ao Acordo de 1943. As diferenças não são substanciais e não impedem a compreensão dos textos escritos numa ou noutra ortografia. No entanto, considera-se que a dupla ortografia dificulta a difusão internacional da língua (por exemplo, os testes de proficiência têm de ser duplicados), além de aumentar os custos editoriais, na medida em que o mesmo livro, para circular em todos os territórios da lusofonia, precisa normalmente ter duas impressões diferentes. O Dicionário Houaiss, por exemplo, foi editado em duas versões ortográficas para poder circular também em Portugal e nos outros países lusófonos. Podemos facilmente imaginar quanto custou essa “brincadeira”. Essa situação estapafúrdia motivou um novo esforço de unificação que se consolidou no Acordo Ortográfico assinado em Lisboa em 1990 por todos os países lusófonos. Na ocasião, estipulou-se a data de 1o de janeiro de 1994 para a entrada em vigor da ortografia unificada, depois de o Acordo ser ratificado pelos parlamentos de todos os países. Contudo, por várias razões, o processo de ratificação não se deu conforme o esperado (só o Brasil e Cabo Verde o realizaram) e o Acordo não pôde entrar em vigor. Diante dessa situação, os países lusófonos, numa reunião conjunta em 2004, concordaram que bastaria a manifestação ratificadora de três dos oito países para que o Acordo passasse a vigorar.
Em novembro de 2006, São Tomé e Príncipe ratificou o Acordo. Desse modo, ele, em princípio, está vigorando e deveríamos colocá-lo em uso.  No entanto, estamos ainda em compasso de espera. Há um certo temor de que sem um consenso efetivo o Acordo acabe se frustrando. O secretário- executivo da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa esteve no Brasil em março passado buscando apoio para obter, sem mais delongas, a ratificação do Acordo pelos demais cinco países.
Talvez por isso o governo brasileiro não tenha ainda tomado qualquer medida para implementar as mudanças ortográficas, embora o Brasil tenha sido desde o início o maior defensor da unificação.

2. AS MUDANÇAS
As mudanças, para nós brasileiros, são poucas. Alcançam a acentuação de algumas palavras e operam algumas simplificações nas regras de uso do hífen.

2.1. Acentuação
A) FICA ABOLIDO O TREMA:
palavras como lingüiça, cinqüenta, seqüestro passam a ser grafadas linguiça, cinquenta, sequestro;

B) DESAPARECE O ACENTO CIRCUNFLEXO DO PRIMEIRO OEM PALAVRAS TERMINADAS EM OO’:
palavras como vôo, enjôo, abençôo passam a ser rafadas voo, enjoo, abençoo;

C) DESAPARECE OACENTO CIRCUNFLEXO DAS FORMAS VERBAIS DA TERCEIRA PESSOA DO PLURAL TERMINADAS EM EEM:
palavras como lêem, dêem, crêem, vêem passam a ser grafadas leem, deem, creem, veem;

D) DEIXAM DE SER ACENTUADOS OS DITONGOS ABERTOS ÉI E ÓI DAS PALAVRAS PAROXÍTONAS:
palavras como idéia, assembléia, heróico, paranóico passam a ser grafadas ideia, assembleia, heroico, paranoico;

MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS NO HORIZONTE
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
A mídia costuma apresentar o Acordo como
uma unificação da língua. Há, nessa maneira
de abordar o assunto, um grave equívoco.
O Acordo não mexe na língua (nem poderia,
já que a língua não é passível de ser alterada por leis,
decretos e acordos) – ele apenas unifica a ortografia.
Algumas pessoas – por absoluta incompreensão
do sentido do Acordo e talvez induzidas
por textos imprecisos da imprensa – chegaram
a afirmar que a abolição do trema (prevista
pelo Acordo) implicaria a mudança da
pronúncia das palavras (não diríamos mais
o u de lingüiça, por exemplo). Isso não passa
de um grosseiro equívoco: o Acordo só altera
a forma de grafar algumas palavras. A língua
continua a mesma.

E) FICA ABOLIDO, NAS PALAVRAS PAROXÍTONAS, OACENTO AGUDO NO I E NO U TÔNICOS QUANDO PRECEDIDOS DE DITONGO :
palavras como feiúra, baiúca passam a ser grafadas feiura, baiuca;

F) FICA ABOLIDO, NAS FORMAS VERBAIS RIZOTÔNICAS (QUE TÊM O ACENTO TÔNICO NA RAIZ), O ACENTO AGUDO DO U TÔNICO PRECEDIDO DE G OU Q E SEGUIDO DE E OU I.
Essa regra alcança algumas poucas formas de verbos como averiguar, apaziguar, arg(ü/u)ir: averigúe, apazigúe e argúem passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem;

G) DEIXA DE EXISTIR O ACENTO AGUDO OU CIRCUNFLEXO USADO PARA DISTINGUIR PALAVRAS PAROXÍTONAS QUE, TENDO RESPECTIVAMENTE VOGAL TÔNICA ABERTA OU FECHADA, SÃO HOMÓGRAFAS DE PALAVRAS ÁTONAS. ASSIM, DEIXAMDE SE DISTINGUIR PELO ACENTO GRÁFICO:
—para (á), flexão do verbo parar, e para, preposição;
—pela(s) (é), substantivo e flexão do verbo pelar, e pela(s), combinação da preposição per e o artigo a(s);
—polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s);
—pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo, e pelo(s) combinação da preposição per e o artigo o(s);
—pera (ê), substantivo (fruta), pera (é), substantivo arcaico (pedra) e pera preposição arcaica.

OBSERVAÇÃO 1
A reforma de 1971 aboliu os acentos circunflexos diferenciais. Manteve apenas para a forma verbal
‘pôde’. O texto do Acordo mantém esta exceção e acrescenta, facultativamente, o uso do acento na palavra fôrma.

OBSERVAÇÃO 2
O Acordo manteve a duplicidade de acentuação (acento circunflexo ou acento agudo) em palavras como econômico/económico, acadêmico/ académico, fêmur/fémur, bebê/bebé. Entendeu-se que, como esta acentuação reflete o timbre fechado (mais freqüente no Brasil) e o timbre aberto (mais freqüente em Portugal e nos demais países lusófonos) das pronúncias cultas das vogais nestes contextos, ela não deveria ser alterada. Em princípio nada muda para nós brasileiros. A novidade é que as duas formas passam a ser aceitas em todo o território da lusofonia e devem ambas constar dos dicionários. Assim, se um brasileiro, que hoje é obrigado a usar o acento circunflexo, grafar com o agudo não estará cometendo erro gráfico.

2.2 O caso do hífen
O hífen é, tradicionalmente, um sinal gráfico mal sistematizado na ortografia da língua portuguesa. O texto do Acordo tentou organizar as regras, de modo a tornar seu uso mais racional e simples:

a) manteve sem alteração as disposições anteriores sobre o uso do hífen nas palavras e expressões compostas. Determinou apenas que se grafe de forma aglutinada certos compostos nos quais se perdeu a noção de composição (mandachuva e paraquedas, por exemplo).
Para saber quais perderão o hífen, teremos de esperar a publicação do novo Vocabulário Ortográfico
pela Academia das Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras. É que o texto do Acordo prevê a aglutinação, dá alguns exemplos e termina o enunciado com um etc. – o que, infelizmente, deixa em aberto a questão;

b) no caso de palavras formadas por prefixação, houve as seguintes alterações:

só se emprega o hífen quando o segundo elemento começa por h
Ex.: pré-história, super-homem, pan-helenismo, semi-hospitalar

EXCEÇÃO: manteve-se a regra atual que descarta o hífen nas palavras formadas com os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial (desumano, inábil, inumano).
e quando o prefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento
Ex.: contra-almirante, supra-auricular, auto-observação, micro-onda, infra-axilar
EXCEÇÃO: manteve-se a regra atual em relação ao prefixo co-, que em geral se aglutina com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o (coordenação, cooperação, coobrigação) Com isso, ficou abolido o uso do hífen:

quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas
Ex.: antirreligioso, antissemita, contrarregra, infrassom.
EXCEÇÃO: manteve-se o hífen quando os prefixos terminam com r, ou seja, hiper-, inter- e super-
Ex.: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente
Ex.: extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, antiaéreo, agroindustrial, hidroelétrica

OBSERVAÇÃO
Permanecem inalteradas as demais regras do uso do hífen.
2.3. O caso das letras k, w, y
Embora continuem de uso restrito, elas ficam agora incluídas no nosso alfabeto, que passa, então, a ter 26 letras. Importante deixar claro que essa medida nada altera do que está estabelecido. Apenas fixa a seqüência dessas letras para efeitos da listagem alfabética de qualquer natureza. Adotou-se a convenção internacional: o k vem depois do j, o w depois do v e o y depois do x.

2.6. Apreciação geral
O Acordo é, em geral, positivo. Em primeiro lugar, porque unifica a ortografia do português, mesmo mantendo algumas duplicidades. Por outro lado, simplifica as regras de acentuação, limpando o Formulário Ortográfico de regras irrelevantes e que alcançam um número muito pequeno de palavras. A simplificação das regras do hífen é também positiva: torna um pouco mais racional o uso deste sinal gráfico.

Texto de:
CARLOS ALBERTO FARACO, que  é Professor Titular (aposentado) de Lingüística e Língua Portuguesa da Universidade Federal do Paraná. Membro da Comissão para a Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa do Ministério da Educação e escreveu este texto para sua coluna no site da Rádio CBN de Curitiba:  

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Chopadas nada medicinais!

Com acadêmicos tão compenetrados, nota-se que a saúde no país está realmente a "melhorar"! Seriedade, discrição e ética devem ser as atitudes comportamentais que são mais desenvolvidas nos cursos. Creio que os seriados do tipo "Emergência" terá muitos novos futuros atores.
A notinha é da coluna PESSOAS, do Segundo Caderno de "O Globo", do dia 07/07/2010.



Ensaio X Crônica

Para melhor escaneamento e leitura da matéria jornalística, foi necessário cortar a página do jornal, de modo que, para a compreensão do texto, a primeira coluna continua na terceira parte e a segunda coluna na quarta parte desse texto.



Essa matéria foi publicada no Jornal “O Globo”, Segundo Caderno, página dois, do dia 07/07/2010.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

ENCONTREI NO SITE DO YAHOO

OS ASTROS E AS FÉRIAS DE JULHO
Publicado em: 6 de julho de 2010

Li, mas não concordo. Ou, então, eu não sou do signo de escorpião, que, aliás, não tenho as características do signo. Essas coisas de horóscopo são curiosidades, que nem sempre tem elos correspondentes à realidade. Por exemplo, numa das características ligadas a escorpião há sempre referência que as pessoas desse signo amam a cor vermelha. Pois é exatamente essa cor que eu quase não uso, por não me sentir bem com ela. Posso usar até o tom de “vinho”, mas o vermelho vivo, vermelho vermelhante, vermelhaço mesmo, eu não gosto em mim. Nada contra o Boi Garantido. Acho lindíssimo o espetáculo dos Bois! Coloco aqui a matéria porque não localizei no site um espaço para postar comentários lá. Antes, gostaria de dizer que amo viajar, mas minhas viagens são daquelas em que uno o útil ao agradável, porque gosto de viajar para fazer cursos, apresentar trabalhos e, por isso também, gosto de conhecer o local, o artesanato, a cultura, os pontos turísticos enfim, algo de representatividade daquele local. E, com ambiente para hospedagem arrumado, limpo, confortável e seguro. Nesse aspecto sou meio taurina, canceriana, capricorniana e pisciana. Que signo seria essa mistura? Uma forma sem “avatar”, no momento.  Com todo o respeito às opiniões divergentes da minha e ao trabalho do autor, vamos à matéria.

“Os signos sempre revelam detalhes muito específicos a respeito dos filhos e do tipo de interesse que eles possuem. Com isso, dispomos de mais uma ferramenta para planejar as férias das crianças, veja, só:


Áries: as crianças de Áries adoram este momento do ano porque é um período em que sentem maior liberdade. Colônias de férias são indicadas, com muitos esportes e atividades ao ar livre, para que não fiquem entediadas. Nada de viagens muito contemplativas, porque o que os arianos precisam é de ação.

Touro: aqui temos um signo onde a palavra de ordem é conforto. As crianças de Touro não curtem férias no estilo “acampamento”, com condições precárias. O mais indicado são hotéis e pousadas com boas instalações e alimentação farta.

Gêmeos: é o tipo de criança que adora viajar para aprender coisas sobre um determinado lugar e conhecer pessoas. Os geminianos precisam de movimento e as viagens no estilo “retiro” não são indicadas. É melhor levá-los para algum lugar onde possam fazer novos amiguinhos e aconteçam muitas coisas para que não se sintam entediados.

Câncer: as crianças deste signo também preferem conforto e segurança, então nada de passeios que exijam muito esforço físico ou instalações precárias. O quesito alimentação é fundamental, e uma mesa farta é importante para elas. Os cancerianos também dão muito valor a pequenos objetos locais que possam levar para casa como recordação.

Leão: este é um signo que gosta de viagens de grande estilo, onde possam se divertir bastante e depois contar as façanhas aos amigos quando retornarem. Tanto faz se for uma viagem de aventura ou que aumente a bagagem cultural, o que importa é não ser uma viagem qualquer, mas sim algo do qual eles possam se orgulhar de terem feito.

Virgem: é o tipo de criança que não gosta e sente bastante se a rotina pessoal é drasticamente alterada. O mais indicado são viagens onde o sono e a alimentação não sejam prejudicados, e haja ainda um mínimo de infra-estrutura que traga ordem e segurança.

Libra: as crianças deste signo preferem passeios culturais aos de natureza mais aventureira, necessitando de beleza e conforto ao redor. Gostam de fazer novas amizades nos lugares que visitarão, então é importante que possam encontrar outras crianças da sua idade durante a viagem.

Escorpião: este é um signo que prefere aventuras a férias muito tranqüilas e paradas. Viagens onde haja um certo tipo de “choque cultural” são indicadas porque as crianças de Escorpião gostam de experiências fortes. Dê prioridade ao quesito emoção.

Sagitário: talvez este seja o signo que mais gosta de viajar, e isto se deve ao seu caráter aventureiro e interesse por outros povos e culturas. Praticamente todas as viagens são indicadas, exceto aquelas onde ele precise ficar muito tempo num mesmo lugar ou não tenha liberdade suficiente para escolher os lugares onde ir.
 

Capricórnio: as crianças deste signo gostam de segurança e viagens de qualidade, que possam representar uma espécie de “distinção” em relação às férias dos demais colegas. Os capricornianos são os que se adaptam melhor a viagens “adultas”, podendo facilmente encarar o que a maioria das outras crianças acharia coisa de gente velha.

Aquário: este é um signo que gosta de viagens diferentes, daquelas que seus amigos nunca farão. Lugares originais e exóticos são indicados, com muita aventura. Acampamentos são bem-vindos. Procure fazer com que a criança aquariana se sinta livre e com bastante espaço.

Peixes: é o tipo de criança indicado para viagens de tom mais contemplativo, onde não haja necessidade de muito esforço físico nem desgaste emocional. Precisam de conforto e segurança, com lindas paisagens que a façam sonhar. Lugares onde haja manifestações artísticas como música, dança e artesanato também são indicados”.
Dimitri Camiloto

Dimitri Camiloto é astrólogo do Estrela Guia.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Análise de discurso crítica: representações sociais na mídia

Denise Elena Garcis da Silva (UnB)
Viviane Ramalho (UnB/UCB)

I-                    Introdução
Situar a análise do discurso crítica (ADC) na esteira dos estudos do discurso que, hoje, recobrem uma gama variada de propostas teóricas, implica a necessidade de resgatar o início de uma trajetória que reuniu cinco estudiosos, cujas ideias se coadunaram no eixo dos aspectos sociais da linguagem. Em lugar de privilegiar uma discussão acadêmica voltada tão-somente para questões de natureza lingüístico-discursiva, o grupo decidiu considerar, como ponto de partida, problemas sociais predominantes, privilegiando uma perspectiva em favor dos  desfavorecidos, em contraste com aqueles que detêm o poder. A linguagem passa, a partir de então, a ser cada vez mais enfocada como prática social e o discurso como um objeto historicamente produzido e interpretado em termos de sua relação com estruturas de poder e ideologia.
O referido grupo, formado por Gunther Kress (Universidade de Londres), Norman Fairclough (Universidade de Lancaster), Teun van Dick (Universidade de Pompeu Fabra), Theo van Leeuwen (Universidade de Artes de Londres/Faculdade de Comunicação de Londres), Ruth Wodak (Universidade de Viena; Universidade de Lancaster), havia se reunido, pela primeira vez, por ocasião de um simpósio celebrado em Amsterdã, em janeiro de 1991. Durante dois dias, os cinco pesquisadores discutiram teorias e métodos, voltados de modo especial para uma abordagem nova que se fortalecia, naquele momento, na esteira da Linguística Crítica.
A partir desse evento, que reuniu, no dizer de Wodak, o “grupo científico dos iguais”, a Critical Discourse Analysis (CDA) começa a florescer na Europa e chega ao Brasil, em 1993, pelo trabalho pioneiro de Izabel Magalhães, na Universidade de Brasília (UnB), com a sigla de ADC, o que marca a entrada do “grupo de Brasília” no cenário dos estudos do discurso voltados para uma linguística crítica. Em maio de 1998, durante três dias, Fairclough participou na UnB, juntamente com Kanavillil Rajagopalan (UNICAMP) e pesquisadores brasileiros, do III Encontro Nacional de Interação em Linguagem Verbal e Não-Verbal (III ENIL), cujo tema central, Análise de Discurso Crítica, privilegiou debates voltados para uma concepção de educação como prática social transformadora. Nas trilhas do pensamento de Paulo Freire (1983), buscou-se questionar problemas existentes na realidade brasileira, bem como apontar mecanismos para sua superação.
Assim é que a ADC, desde suas origens como escola (CDA), traça como escopo central o incentivo à pesquisa lingüístico- discursiva voltada para causas sociais em favor das minorias. Propõe investigações que configurem a busca de soluções para problemas decorrentes de discursos que envolvem questões de educação, letramento, bem como assimetrias de poder, de gênero social e de hegemonia, entre outros, razão pela qual estimula estudos que envolvam desde discursos institucionalizados, de âmbito educacional, religioso, político, econômico e midiático, até os que envolvem relações implícitas e explícitas de lutas de classe, conflitos interéticos e de discriminação, tais como o racismo. Constitui, assim, uma corrente teórica que se caracteriza como uma forma de pesquisa social e, como tal, equivale a uma prática teórica crítica, principalmente porque leva em conta a premissa de que situações opressoras podem ser mudadas, uma vez que decorrem de situações sociais passíveis de ser transformadas socialmente. Mas a ADC  não configura apenas uma proposta de caráter multidisciplinar, voltada para questões sociais, uma vez que se constitui também como método de análise.
Apresentaremos, nesse artigo, uma das perspectivas teórico-metodológicas da ADC, assinada por Lilie Chouliaraki e Norman Fairclough (1999). De início, sumarizamos alguns conceitos que consideramos relevantes na proposta dos dois autores, tais como prática social, ideologia e crítica explanatória, os quais podem subsidiar estudos críticos de discurso hoje. Em seguida, ilustramos a aplicabilidade desse suporte científico com exemplos de duas pesquisas que desenvolvemos na UnB, com enfoque analítico voltado para a representação, categoria que nos permite descrever e interpretar finalidades e legitimações das práticas sociais. A primeira pesquisa aqui, brevemente apresentada, tem como objeto de estudo duas realidades – pobreza nas ruas e ruptura familiar – problemas que acentuam a questão social no contexto brasileiro. A segunda, uma tese de doutorado, investiga o discurso da propaganda brasileira de medicamentos e sua relação com questões de poder.
Com a discussão da proposta teórico metodológica mencionada, seguida de exemplos de análise de duas pesquisas, objetivamos ilustrar, ainda que de maneira suscinta, o amplo espectro de aplicações da ADC, não só no que diz respeito às noções gerais oferecidas dentro desse arcabouço teórico, mas também no que tange às categorias de análise textual, voltadas para nossa realidade social, ou seja, o contexto brasileiro.

·         * Essa introdução, e todo o restante do artigo, é encontrada na obra “Análises do discurso hoje”, volume 2/ Glaucia Muniz Proença Lara, Ida Lucia Machado, Wander Emediato (organizadores). – Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2008. – (Lucerna)


sábado, 3 de julho de 2010

E aí vem a daminha!

Minha neta Eduarda foi daminha de honra, pela primeira vez, aos dois anos e nove meses. Tão bebezinha ainda e já aprendeu a abrir o caminho para a passagem da noiva na cerimônia, emocionando aos convidados e até quem não estava lá! Só de ver as fotinhas... A magia da inocência, que a infância tem a oferecer, contribui para trazer ao ambiente cerimonioso o encantador toque de contos de fadas! E aí vem a daminha, linda da minha vida!



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Agradecer sempre a Deus!



My abstracts book and the Eiffel Tower that I received.


"I am thankful to God! I love Him so very much!
 I also thank God for knowing what is best 
for me even though my patience isn't always great. 

Praise the Lord for He is always good!"


Mensagem

Quem sabe de mim sou eu... Lembra aquela música do Gilberto Gil?



Quando alguém quiser saber sobre mim, pergunte a mim mesma.
Apenas eu posso dizer como estou, o que sinto, o que penso, o que faço...
Ninguém pode responder por mim.
Lembro-me de uma frase... Creio que li num daqueles cartõezinhos
que eu gosto tanto, das Paulinas ou Vozes, talvez...

“Ninguém pode sentir a dor em seu lugar...
Sua vida, apenas você a vive!”

Também ninguém pode me fazer sentir inferior sem o meu consentimento.
E quem disse que desejo ser inferiorizada? Ninguém, em sã consciência quer isso, Deus nos livre desse estranho querer!
Às vezes ajudamos pessoas que são exatamente quem vai nos agredir
E que vão desejar nos fazer inferiores, agir contra nós.
Isso não significa que deixaremos de ajudar alguém...
Mas, aprendemos a ficar mais atentos,
a fazer a “análise do discurso” e das intencionalidades.
Li, num flog (www.x-flog.com.br/dul_diva/news/.../dulce-amargo-parte-3), que:

“O supérfluo não é eterno.
O banal tem um final...
Nem tudo o que parece verdade é real.
Por trás de um sorriso pode haver um punhal.
Por trás de um suposto amigo,
Pode estar seu pior inimigo.
As aparências enganam, é preciso estar alerta
E saber olhar além do que seus
Olhos podem ver...

Sinceramente, não é mania de perseguição; são fatos.
Mas, que tais fatos fiquem bem longe de mim daqui pra frente
"tudo vai ser diferente"
E, aqui, um trechinho da música do Gilberto Gil:
"Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo traço
A Bahia já me deu
Régua e compasso
Quem 
sabe de mim sou eu
Aquele abraço!
Prá você que me esqueceu
Ruuummm!
Aquele abraço!"


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Para registrar em nossa memória o quanto padece nosso povo


Vivemos num país tropical, abençoado por Deus e bonito por Natureza. Onde há futebol, samba, beleza, grandeza, muitos intelectuais... Mas, existe o descaso, ainda, com tragédias como as mais recentes em Alagoas e Pernambuco. Já houve outras tantas. Mesmos motivos. Se houvesse maiores investimentos em saneamento básico, em habitações, em... Há uma lista imensa! Elegem-se pessoas e ... Nada! A transformação de mentalidades está passando da hora de acontecer. É impossível conformarmo-nos tragédias.

Problemas existem para serem solucionados! AVANTE, Tê!

Problemas muito graves atingiram-me psicologicamente nos últimos meses. Problemas familiares, que sei que todos os temos, problemas de saúde (tenho há anos síndrome do pânico, mas que conseguia administrar com tratamento médico) agravaram-se devido a esses problemas familiares e também profissionais. Tudo isso quando eu deveria estar mais tranquila para ler e escrever a minha dissertação de mestrado, que vem se arrastando, como eu não desejaria que fosse. Não gosto de gerúndios prolongados e esse título “mestranda” está cansativo em meu currículo. Sempre fui dinâmica e decidida. Sinto-me passiva, estagnada, travada, indecisa. Preciso ficar BEM para que tudo volte à normalidade em minha vida. Deus é meu PAI, meu amigo, meu tudo. Confio, tenho Fé! Tudo ficará muito BEM! AMÉM, Senhor Deus, Pai Todo Poderoso!

sábado, 26 de junho de 2010

A moda de palavras



Usa-se muito a palavra “gestão”, mas não se sabe exatamente a organização necessária para esse “gestar”.  Para isso precisamos identificar bem conceitos importantes como o que nos aponta a palavra “participação”. Perguntas importantes precisam ser feitas para “visualizar” a ação dessa palavra: quem pode participar? Quem gosta de partilhar com o grupo? Quem é capaz de desempenhar ações concretas para efetivar essa participação? Quem tem sempre prontidão para a participação? Quem participa espontaneamente, sem ser obrigado, e está sempre disposto a colaborar? Com quem se pode contar para efetivar ações? Fazer perguntar e visualizar rostos “sorridentes” e prontos para partir para a ação com responsabilidade ajuda muito! Nada deve existir só porque é modismo... Imaginemos a responsabilidade que é gestar um filho. A gestação exige planejamento responsável. Não basta dizer: quero um filho novo! Esquecer o filho mais velho, desprezá-lo, exatamente no momento que ele mais precisa é uma irresponsabilidade desumana... “Ah, vou jogar fora esse filho e providenciar um novinho em folha!” Já imaginaram o que seria do mundo se os pais agissem desse modo grosseiro? Há um comercial que apresenta o slogan: “Não basta ser pai, tem que participar!” Organizações de grande peso, com o medo de serem “paternalistas” tornam-se por vezes “oportunistas” e vislumbram oportunidades de jogar fora o que julgam “ser velho” para respirar novos ares... Li um texto no blogspot de Danilo Gandim que diz:
“Para os que estamos ocupados com entidades cujo primeiro fim não é ganhar dinheiro, mas contribuir na (re)construção da sociedade, como órgãos e setores governamentais, como escolas, sindicatos, igrejas, partidos políticos etc., para os que acreditamos que a sociedade pode crescer em justiça, liberdade, democracia, felicidade... a participação adquire outro significado, muito mais importante. Participar é construir em conjunto os rumos que nos servirão de horizonte, a avaliação da nossa prática e o fazer e o ser que vamos viver nos próximos tempos. Claro que a gestão continua necessária: a ela compete coordenar este processo participativo, providenciar a execução dos planos elaborados participativamente, velar pelos recursos e cuidar que a entidade funcione. Esta gestão, embora deva ser uma vivência apaixonada, é um trabalho técnico que deve ser exercido, se possível, colegiadamente, quer dizer, por uma equipe bem organizada. E ficaremos com uma gestão colegiada e um processo de planejamento participativo. Esta precisão na linguagem trará clareza e mais força nos processos de construção do novo”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ARTE

Li algo, nas apostilas de Pedagogia da UERJ, que minha filha cursa, sobre leitura de obra de arte, leitura da imagem. Isso evidentemente me interessa porque, se o assunto é leitura, meu envolvimento é incomensurável. Então, busquei informações sobre a proposta triangular de Ana Mae Barbosa. Li que este estudo propõe que o conhecimento em Arte deve acontecer numa interlocução entre a experimentação, informação e codificação. Assim, estabelece três eixos de aprendizagem – Leitura das obras de arte (questionamento, investigação, compreensão, observação pormenorizada),  Contextualização (História da arte, o momento em que ela acontece e a criticidade que desenvolve) Produção (experienciar a arte, elaborá-la com transformação e criação artística).
 Podemos, portanto, falar de uma alfabetização visual, isto é, habilitar os alunos para a compreensão de uma sintaxe visual. A percepção de sutilezas ou nuances na observação atenta da arte permite ao indivíduo também a percepção, a compreensão, o detalhamento de diferenças sutis ou a descoberta de possibilidades que não tenham sido apresentadas em qualquer campo de atuação humana. Não é uma tarefa simples, uma vez que este aspecto do ensino da arte é feito em conjunto com a prática e a apreciação. Visitar museus, com perspectivas maduras de análise contribui muitíssimo! A produção ou o fazer artístico costumam exercer um fascínio sobre todos nós; também a manipulação dos materiais artísticos e o aspecto lúdico do contato com esses materiais sempre encantam e envolvem.
O ensino da Arte na escola já tem o seu campo definido, é uma área do conhecimento que contribui inegavelmente para a formação geral do indivíduo; NINGUÉM TEM QUE FICAR A QUESTIONAR A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA! É preciso, além do respeito pela formação deste profissional de Arte, reconhecer o quanto a sensibilidade, o gosto estético, a observação apurada de valores de criação são práticas de vida. “Usar as aulas de Artes para a produção de objetos, utensílios e desenhos destinados a comemorações de datas ou esperar que um arte-educador seja o decorador da escola é um equívoco que está cada vez mais sendo banido das práticas escolares”.


Recebi por e-mail... É verdade!

(Apenas para descontrair um pouco... Sabe aqueles momentos em que é necessário rirmos para que o choro não nos deixe desacreditar de tudo aquilo em que sempre acreditamos?)


SOU UM PROFESSOR QUE PENSA...
Pensa em sair correndo toda vez que é convocado para uma reunião, que
certamente o responsabilizará mais uma vez, pelo insucesso do aluno.
SOU UM PROFESSOR QUE LUTA...
Luta dentro da sala de aula, com os alunos, para que eles não matem
uns aos outros.
Que luta contra seus próprios princípios de educação, ética e moral.
SOU UM PROFESSOR QUE COMPREENDE...
Compreende que não vale a pena lutar contra as regras do sistema, ele
é sempre o lado mais forte.
SOU UM PROFESSOR QUE CRITICA...
Critica a si mesmo por estar fazendo o papel de vários outros
profissionais como: psicólogo, médico, assistente social, mas não
consegue fazer o próprio papel que é o de ensinar.
SOU UM PROFESSOR que tem esperança, e espera que a qualquer momento
chegue um "estranho" que nunca entrou em uma sala de aula, impondo o
modo de ensinar e avaliar.
SOU UM PROFESSOR QUE SONHA...
SONHA COM UM ALUNO INTERESSADO,
SONHA COM PAIS RESPONSÁVEIS,
SONHA COM UM SALÁRIO MELHOR, UM MUNDO MELHOR.
ENFIM, SOU UM PROFESSOR QUE REPRESENTA...
Representa a classe mais desprestigiada e discriminada, e que é
incentivada a trabalhar só pelo amor à profissão.
Representa um palhaço para os alunos.
Representa o fantoche nas mãos do sistema concordando com as falsas
metodologias de ensino.
E esse professor, que não sou eu mesmo, mas é uma outra pessoa,
representa tão bem, que só não trabalha como ator,porque já é
PROFESSOR e não dá para conciliar as duas coisas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Saber ser amig@



Sempre busquei ser amiga dedicada. Não tive muita sorte com as amizades escolhidas. Gostaria que não houvesse tanta competitividade negativa, especialmente em setor de trabalho! Que houvesse espaço para tod@s serem felizes, sem precisar sacrificar os demais. Competir, positivamente, faz superar desafios e ajuda a crescer, mas a sociedade, como um todo, não é assim... Considero muito representativa essa foto que saiu publicada no jornal O globo, não sei exatamente de qual data (procurarei saber o dia, até para colocar os créditos de autoria da foto, também).





CIENTISTA



Neste país de pagodeiros, jogadores de futebol, políticos corruptos, mulheres playboyzentas, puxadores de tapetes, injustiças em tantas esferas e outras mazelas aplaudidas, os pesquisadores não são (re)conhecidos, mas continuam com seu brilhante trabalho, salvando vidas.
Hermann Schatzmayr, nossas orações por seu trabalho, suas pesquisas, sua vida! 


domingo, 20 de junho de 2010

Aplausos ao João!





Em cartaz com a peça: "Chico Xavier... E nada mais"

Com o João Neto, meu vizinho e ex-aluno do CSA!

Não exatamente meu aluno,

mas juntos estivemos no mesmo turno

Vários tons, tins-tins! Muitos brindes e tais!

João está imbatível interpretando vários papéis! Performance!

O menino do ferimento, o Padre, o pai do Chico Xavier, o irmão,

O Guia Espiritual... Polifônico, cômico, dramático, enfático...

Fantástico, João!

Minha e nossa emoção!

Também nossa alegria:

Seu pai, sua mãe, sua irmã, amigos e companhia!

Ao João, nossos aplausos a cada dia!


Professora Terezinha Fatima Martins Franco Brito

****************

Local: Teatro Henriqueta Brieba
( Av. Conde de Bonfim, 451 - dentro do Tijuca Tênis Clube)

Dias: 19/06 (sábado) - 20h
20/06 (domingo) - 19h
26/06 (sábado) - 20h
27/06 (domingo) - 19h
Ingressos: Inteira R$30 e meia R$15
Contamos com a presença de vocês!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eu também teria ido a Cuba apresentar trabalho com base em preocupações com meus alunos... Queria poder entender mais, para ajudar.

Nunca pretendi invadir o espaço de ninguém. Sei que existem especialistas nas mais diferentes áreas do conhecimento, respeito a todos, assim como quero que respeitem a mim em minha profissão, nas pesquisas, na vida. Mas, devido a cada ano encontrar nas turmas vários casos de alunos e alunas com diagnóstico de TDA/H e/ou suas comorbidades interessei-me em tentar entender, como mãe, avó, educadora, pedagoga, professora, pesquisadora, pessoa humana de fé em Deus, enfim... Comprei livros, assisti palestras, conversei com especialistas, pais e responsáveis por alunos com o diagnóstico ou em observação, consultas e exames, assisti filmes, pesquisei na Internet e eis que escrevi um artigo. Enviei para um congresso em Cuba e foi aceito. Tenho resumo publicado em Anais de Congresso, cheguei a efetuar a inscrição, mas não pude viajar, apesar de a viagem ser em época de férias escolares. O fato é que não pude pagar a viagem. Teria até onde hospedar-me. Um professor da Unigranrio é cubano e entrou em contato com os pais dele, com os quais conversei por telefone e mostraram-se amabilíssimos em acolher-me em sua casa, mas eu não poderia pagar as passagens e manter-me por lá na ocasião do evento. Eram férias, o décimo-terceiro e as férias já tinham acabado no final do ano mesmo e, como estava com prestações, tinha meu salário grandemente comprometido com o Mestrado, faculdade de minha filha, orçamento doméstico, essas coisas... Sou gestora, sei empreender bem minhas tarefas, nem preciso de cursos caros para isso... E, assim, tenho sobrevivido a muitos reveses. Porém, com fé em Deus, tudo se resolve. Preciso agradecer pelo dom da Vida!

(Clique na imagem para ampliá-la)



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eu estaria em Hong Kong, na Universidade de Lingnan...



Não irei porque os pesquisadores, estudantes, professores não têm condições de custear viagens... Lamenta-se, principalmente quando, para completar, perdemos um emprego que possibilitaria assumir o parcelamento das passagens... Que todos que me conhecem saibam que eu estou muito triste... A universidade chegou a oferecer-nos uma ajuda de custos, que agradecemos bastante e sabemos que não é possível que uma instituição possa oferecer mais que isso, pois são muitos alunos e os eventos também são diversos, nas mais diferentes áreas. Seríamos, meus colegas de mestrado e eu, os únicos representantes do Brasil no evento. Mas, ninguém se importa com isso. Que o nosso amigo Ricardo Luiz dos Santos, que viajará, possa transmitir em sua fala os caminhos da educação que todos pretendemos! Paz e Bem, amigo! Sucesso!


Essa é a sessão, uma mesa de debates organizada por nosso colega de Mestrado da UNIGRANRIO!

O link é: http://www.crossroads2010.org/day3_programme.html


Panel 5.27      Education Challenges in Emerging Countries in Post Modernity  


Organizer:      Ricardo Luiz Dos Santos, Universidade Unigranrio
Chair:             Ricardo Luiz Dos Santos, Universidade Unigranrio
          
Panelists:


  •  Nadeem Akhtar, Wuhan University:   Cross-Cultural Adaptation of African Students in Chinese Universities: An Analysis


  •  Terezinha Fatima Martins Franco Brito, Universidade Unigranrio:   The Texts, the Contexts and the Public Politics: How are They Promoted in Practical Educational Politician?


  •  Kelly Cristina da Silva Neves, Universidade Unigranrio:   In Search of the National Identity: Reflections of the Image of the Indian in Brazilian Novel


    Meu resumo:




    Martins Franco Brito, Terezinha Fatima, Universidade UNIGRANRIO, Brazil

    The Texts, the Contexts and the Public Politics: How are They Promoted in Practical Educational Politician?

    The work in appraise is a project that it intends to analyze the ties between public politics and the increasing occurrence of cases of the most varied forms of attention lack, difficulty in the understanding of texts, unfamiliarity of the meaning of usual words of our language and spiteful lack of respect for the figure of the adult/teacher. And to clarify the form as these politics approach the above-mentioned problems in the diverse social classes, if it there is distinction of treatment in relation to the involved sorts. The research of the object follows the study of bibliographical sources of consecrated authors in education and linguistics in Brazil. Using as instrument the bakhtinian discourse analysis in the inquiry of the deriving devices of the Public Politics in the area of Education and of the child and the adolescent, such as National Curricular Parameters, National Program of the Didactic Book and Statute of the Child and the Adolescent.